Barril da Opep bate quinto recorde seguido, a US$ 140,73

Commodity sofre forte alta por atrair capital de investidores especulativos que fogem do dólar enfraquecido

Efe,

04 de julho de 2008 | 08h53

O barril da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) encadeou seu quinto recorde histórico consecutivo ao ser negociado na quinta-feira a US$ 140,73, US$ 0,79 a mais que na sessão anterior, informou nesta sexta-feira, 4, em Viena o secretariado do cartel.   Veja também:  Petróleo fecha em nível recorde, a US$ 145,29 por barril  Bolsas da Ásia recuam com petróleo acima dos US$ 145  Preço do petróleo em alta   Nos últimos dias, a commodity sofreu uma forte alta por atrair o capital de investidores especulativos que fogem de um dólar enfraquecido, assim como a crise entre Irã e Israel, que desperta o temor de cortes de fornecimento no Oriente Médio.   O barril (de 159 litros) usado como referência pela Opep e calculado com base em uma mistura de treze qualidades de petróleo - uma para cada país membro - acumula uma alta anualizada de 102%.   O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) e o do Mar do Norte, o Brent, referências para Estados Unidos e Europa, respectivamente, também dispararam na quinta-feira, com novos recordes históricos em Londres e Nova York.   O barril do WTI com vencimento em agosto fechou na quinta-feira negociado a US$ 145,29 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (NYMEX), que permanece fechada hoje em função das comemorações da Independência dos EUA.   Em Londres, após a abertura desta sexta do Intercontinental Exchange Futures (ICE), o Brent era cotado a US$ 146,13 por barril.   No entanto, "os preços subiram ontem apesar de o dólar ter se fortalecido graças a uma previsão de emprego nos Estados Unidos melhor do que a esperada", destacou nesta sexta a empresas especializada JBC.   Mas por outro lado, a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de subir as taxas de juros em um quarto de ponto, até 4,25%, pode fortalecer o euro frente ao dólar, e contribuir para a alta do petróleo.   Também pesa nos mercados a firme postura da Opep de não modificar sua cota de produção antes da reunião prevista para 9 de setembro em Viena.   A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo do mundo e considerada líder natural da Opep, insistiu ontem em Madri, onde terminou o 19º Congresso Mundial do Petróleo, que os altos preços não se devem a uma falta de oferta.   Segundo o ministro do Petróleo saudita, Ali Naimi, o começo do século XXI foi uma etapa "tumultuada" para os mercados da commodity por uma série de fatores como a crescente demanda, instabilidade política, temor à mudança climática, o papel dos fundos especulativos nos mercados e o "pessimismo" sobre a suficiência dos recursos no futuro.

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