Sergei Karpukhin|Reuters
Sergei Karpukhin|Reuters

Barril de petróleo atinge maior valor em quase 4 anos

Contratos futuros foram impulsionados pelo acordo comercial entre os EUA, Canadá e México, conhecido como USMCA e perspectiva de redução de oferta do Irã

Dow Jones Newswires, O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2018 | 18h55

Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira, 1, pela terceira sessão consecutiva, nos maiores níveis em quase quatro anos. O principal impulso para os ganhos continua sendo a perspectiva de redução da oferta do Irã em meio ao início das sanções dos EUA em novembro, mas o acordo comercial entre os EUA, Canadá e México, conhecido como USMCA, também contribuiu para o movimento altista.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para entrega em novembro encerrou o dia em alta de 2,80%, para US$ 75,30 por barril, o maior valor de fechamento desde 24 de novembro de 2014, de acordo com dados da FactSet. 

Já na Intercontinental Exchange (ICE), o barril do Brent para o mesmo mês avançou 2,71%, para US$ 84,98, também no maior valor desde novembro de 2014.

O mercado comemorou o acordo comercial pendente entre os EUA, Canadá e México, e continuou a se preocupar com o declínio nas exportações de petróleo iranianas antes das sanções dos EUA contra Teerã, que devem começar em cerca de um mês.

Os preços do petróleo subiram "com o mercado ainda se voltando para as perdas de produção iranianas", disse Robbie Fraser, analista de commodities da Schneider Electric. "Enquanto as sanções oficiais dos EUA contra as exportações de petróleo iranianas ainda estão a pouco mais de um mês, as exportações do Irã já diminuíram em pelo menos 30%, de acordo com várias estimativas, já que os compradores estrangeiros buscam petróleo em outros lugares", acrescentou.

Autoridades da estatal National Iranian Oil Co. disseram que esperam provisoriamente que os embarques de petróleo tenham caído para cerca de 1,5 milhão de barris por dia este mês, em comparação com 2,3 milhões de barris diários em junho, segundo pessoas a par do assunto.

Como a queda nas exportações iranianas "deve acelerar nos próximos meses, o mercado se transforma em capacidade ociosa, a fim de manter o equilíbrio do mercado, o que significa um forte foco nos EUA e na Arábia Saudita", disse Fraser.

Na sexta-feira, no entanto, a Baker Hughes divulgou um segundo declínio semanal consecutivo nas plataformas americanas ativas de perfuração de petróleo, sugerindo um declínio na atividade de produção de petróleo. Esta informação também contribuiu para os ganhos na sessão de hoje.

Enquanto isso, os investidores estiveram de olho na evolução das relações comerciais, com os EUA e o Canadá chegando a um acordo para revisar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte.

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