Barril do petróleo bate novo recorde em NY, a US$ 147,27

Ameaça de greve na Petrobras, tensão na Nigéria e crise entre Irã e Israel impulsionam os preços

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

11 de julho de 2008 | 08h36

Os contratos futuros de petróleo seguem em escalada nesta sexta-feira, 11, em meio a preocupações com a oferta no Brasil, diante da ameaça de greve de petroleiros, e na Nigéria, com a suspensão do cessar-fogo por um grupo rebelde no delta do Níger. A notícia sobre um possível treino de aviões israelenses para um suposto ataque ao Irã também impulsiona os preços. O WTI chegou até US$ 147,27 o barril na Nymex eletrônica (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês) e o brent (negociado na bolsa de Londres) foi até US$ 147,25 o barril.   Veja também:  Greve na Petrobras pode pressionar preços do petróleo, diz FT É impossível repor produção do Irã em caso de guerra, diz Opep  Preço do petróleo em alta   O petróleo já abriu em alta, com investidores dando seqüência aos ganhos do final do dia de quinta-feira e especialistas dizem que o repique de alta poderá levar o mercado a testar os US$ 150 o barril. Nesta manhã, as especulações em torno do Irã ganharam força depois de que o Jerusalém Post, citando fontes, informou que a força área de Israel faz manobras militares no espaço aéreo do Iraque, possivelmente em preparação para potencial ataque aos locais nucleares do Irã.   "A proximidade do fim de semana e os rumores sobre o Irã está reduzindo o entusiasmo dos vendidos", disse um operador. Os gráficos também ajudam a direcionar os preços em alta, uma vez que os preços do petróleo não conseguiram romper (cair para abaixo de) níveis importantes de sustentação nos últimos dias, reforçando a confiança aos compradores.   O padrão de comportamento do petróleo é semelhante ao do final de maio, quando os preços moveram-se em baixa por vários dias após o feriado norte-americano do Memorial Day para depois dispararem US$ 16 em dois dias no início de junho. Desta vez, o petróleo estabeleceu recorde no dia 3 de julho, um dia antes do feriado da Independência, e caiu nos dias seguintes.   Traders citaram também a queda do dólar e a perspectiva de greve dos petroleiros no Brasil. Segundo matéria do Estado, o Sindicato dos petroleiros do Norte Fluminense marcou para a próxima terça-feira o início de uma greve de cinco dias. As informações são da Dow Jones.    Greve   O Sindicato dos Petroleiros no Norte Fluminense realizará uma greve por cinco dias a partir do dia 14 de julho, com parada de produção, informou o coordenador da entidade, José Maria Rangel.   Segundo o petroleiro, a parada das 42 plataformas que operam na região da bacia de Campos, responsável por 80% do petróleo produzido no País, tem por objetivo forçar a Petrobras a considerar o dia de saída dos empregados da plataforma como um dia de trabalho.    Segundo Rangel, a Petrobras dever colocar equipes de contingência para evitar parar a produção. Ele explicou que uma greve por tempo indeterminado não está nos planos do sindicato, porque seria "muito desgastante".     Texto alterado às 10h15   (com Cynthia Decloedt, da Agência Estado, e Reuters)

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