Base monetária tem expansão de 0,6% na média

A base monetária (conjunto de todo o papel-moeda emitido mais as reservas bancárias) teve expansão de 0,6% na média dos saldos diários de outubro. Com a variação, o saldo aumentou dos R$ 58,851 bilhões de setembro para R$ 59,216 bilhões, ficando abaixo do intervalo de R$ 60,1 bilhões a R$ 81,3 bilhões fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para o último trimestre do ano. Na ponta, a base apresentou um crescimento de 2,9%, com o valor do saldo indo de R$ 56,110 bilhões para R$ 57,710 bilhões. No período de 12 meses até outubro, a base monetária apresenta um retração acumulada de 2,3% na média dos saldos diários, fato inédito pelo menos desde dezembro de 2001. Na ponta, a contração acumulada em 12 meses passou a ser de 4,8%, depois de ter atingido os 7,7% no mês de setembro. O volume de papel-moeda emitido apresentou, ao mesmo tempo, uma elevação de 0,2% na média dos saldos diários de outubro, passando dos R$ 40,811 bilhões de setembro para R$ 40,900 bilhões. As reservas bancárias tiveram, no mesmo mês, uma expansão de 1,5%, com o saldo subindo de R$ 18,040 bilhões para R$ 18,315 bilhões. O total de papel-moeda emitido apresentou, no conceito de ponta, uma elevação de 2,4% e as reservas bancárias aumentaram 3,6%. Com isso, o saldo de papel-moeda emitido subiu de R$ 39,156 bilhões para R$ 40,140 bilhões, e o das reservas bancárias saltou de R$ 16,954 bilhões para R$ 17,571 bilhões. ExpansãoAs operações com títulos públicos federais responderam por uma pressão expansionista da base monetária (papel-moeda emitido mais reservas bancárias) de R$ 3,669 bilhões durante o mês de outubro. Foi a maior pressão expansionista provocada pelos resgates de títulos públicos desde os R$ 20,048 bilhões de abril último. Em setembro, as operações com títulos tinham gerado uma contração de R$ 3,394 bilhões. As operações do Tesouro Nacional apresentaram, ao mesmo tempo, um comportamento expansionista de R$ 2,283 bilhões. Pelo lado contracionista, os ajustes dos contratos de swap cambial geraram um contração de R$ 3,125 bilhões em função de o câmbio ter se valorizado em outubro. O valor da contração é o maior desde os R$ 11,076 bilhões de abril último. O Banco Central (BC) ainda registrou uma pressão contracionista adicional de R$ 1,524 bilhão provocado pelo pagamento de dívida de instituição financeira sob liquidação extrajudicial ao Proer. Conceito B1A base monetária em seu conceito B1 (papel-moeda emitido, reservas bancárias e compulsório sobre o adicional de depósitos à vista) teve uma expansão de 0,7% na média dos saldos diários de outubro. O saldo da base B1, com isso, aumentou dos R$ 62,696 bilhões de setembro para R$ 63,152 bilhões. Na ponta, a base B1 teve uma expansão de 3%, com o saldo indo dos R$ 59,892 bilhões de setembro para R$ 61,683 bilhões.

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