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Bases da economia estão bem, reafirma FHC

O presidente Fernando Henrique Cardoso reafirmou hoje, em Tucuruí, no Pará, que as bases da economia brasileira estão bem, apesar das turbulências no mercado financeiro. Segundo ele, tanto o grupo dos oito países mais poderosos do mundo - o G-8 - quanto o FMI (Fundo Monetário Internacional) já emitiram notas de confiança na situação da economia brasileira. "O G-8 deu uma declaração de confiança no Brasil; o próprio Fundo Monetário, que é mais rigoroso fez a mesma coisa há dois dias", disse Fernando Henrique. Questionado sobre as avaliações de risco para os investimentos no Brasil, o presidente disse que "as agências às vezes erram, às vezes acertam". Segundo Fernando Henrique, uma das provas de que as bases da economia estão sólidas é o fato de que "ninguém está pedindo para consertar isso ou aquilo". Fernando Henrique afirmou também que a previsão de um crescimento menor da economia feita pelo Banco Central, baixando de 2,5% para 2% ao ano a taxa esperada para 2002, deve servir para estimular o governo a trabalhar para que o País cresça mais. "Temos que tomar estas previsões como uma referência para tentar melhorar", afirmou. O presidente admitiu que gostaria que a economia tivesse crescido a uma velocidade maior, mas ressaltou que, ainda assim, o País cresceu "mais do que a média mundial". "Qual País do mundo tem capacidade de gerar tantos empregos?", perguntou o presidente, citando uma série de números sobre a criação de postos de trabalho em seu governo. Segundo ele, o problema não é a capacidade de geração de empregos, mas que "a população cresce depressa demais." "Criamos mais crianças do que emprego", afirmou FHC, salientando que a meta é gerar empregos no mesmo ritmo do crescimento populacional ou em ritmo superior. "O futuro não vai ser de tragédia como alguns pensavam; plantamos as bases para o País crescer", disse, criticando repetidas vezes, em seu discurso, os que ele chama de "fracassomanícos".InflaçãoO presidente assegurou que a inflação não deverá disparar, apesar da decisão do Banco Central de flexibilizar as metas. Ele lembrou as eleições passadas, quando alguns setores de oposição alertavam para o risco de uma disparada dos preços após a sua vitória eleitoral, que lhe deu o segundo mandato. "Já ganhei duas eleições, vamos ver a terceira. A inflação não vai disparar, não vamos deixar", afirmou. FHC admitiu que o salário mínimo brasileiro "é pouquíssimo, dói". Mas seu valor hoje é maior do que no passado, na época de Getúlio Vargas, que implantou o salário mínimo no País, explicou. Segundo Fernando Henrique, no período de Vargas, "apenas a população do Rio de Janeiro com caderneta assinada" tinha a garantia de um salário mínimo.

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