Basf duplica lucro líquido no terceiro trimestre

O grupo químico e farmacêutico alemão Basf obteve no terceiro trimestre do ano um lucro líquido de 808 milhões de euros (US$ 972 milhões), mais do dobro dos 366 milhões de euros (US$ 440 milhões) de 2004. A companhia informou hoje que esta melhora deve-se, sobretudo, à alta de preços aplicada em seus produtos e à venda livre de impostos de sua participação na Basell, a companhia de plásticos de joint venture com a companhia petrolífera britânica Shell. O maior grupo químico do mundo explicou que pôde encarecer seus produtos pela grande demanda na Ásia e que compensou assim o encarecimento das matérias-primas. A Basf avisou que o encarecimento das matérias-primas e os altos custos energéticos pressionam as margens de lucro do grupo, embora tenha apontado que a demanda de seus produtos permanece forte. No entanto, a divisão de gás e petróleo da companhia se favoreceu da escalada do petróleo após os furacões nos EUA e contribuiu em grande medida para o aumento do faturamento do consórcio no terceiro trimestre do ano, que foi de 11,2% , para 10,361 bilhões de euros (US$ 12,464 bilhões). Os resultados antes de taxas e impostos (EBIT) da Basf atingiram de julho a setembro 1,262 bilhão de euros (US$ 1,518 bilhão), 17,3% a mais que no terceiro trimestre de 2004. Perspectivas Os bons números de negócio registrados entre julho e setembro fizeram com que a Basf elevasse suas previsões para o ano e o presidente do grupo, Jürgen Hambrecht, previu uma "clara alta" do faturamento e dos resultados brutos antes de efeitos extraordinários. No entanto, a Basf apontou que não terá tão "bons resultados" no quarto trimestre do ano como nos últimos meses de 2004, já que a produção do consórcio cairá nesse período, como conseqüência dos furacões dos EUA, e isto trará custos de aproximadamente 120 milhões de euros (US$ 144 milhões). Como outras companhias, a Basf está fechando fábricas e reorganizando a produção em seus mercados mais maduros, como o europeu e o americano, e aumentando sua capacidade de produção na Ásia, onde as vendas crescem mais rapidamente.

Agencia Estado,

02 Novembro 2005 | 09h43

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