Dida Sampaio
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Bastidor: Funchal escolhe manter sua palavra e sai com situação 'insustentável'

Secretário especial de Tesouro e Orçamento afirmou a investidores poucas semanas atrás que não assinaria qualquer medida que extrapolasse o teto de gastos

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2021 | 19h14
Atualizado 21 de outubro de 2021 | 19h48

BRASÍLIA - Há quase um mês, o secretário especial de Tesouro e Orçamento, Bruno Funchal, garantiu a um grupo de investidores que não assinaria qualquer medida que extrapolasse o teto dos gastos, e não assinou. Preferiu abandonar o cargo antes disso. E foi acompanhado de sua equipe, deixando a situação ainda mais tensa para o ministro da Economia, Paulo Guedes, que já não tem mais dedos para contar os pedidos de desligamento de sua equipe.

Conforme relatos de fontes ao Estadão/Broadcast, a decisão sobre o pedido de exoneração se deu porque a “situação ficou insustentável” para o secretário e sua equipe. A então promessa ao mercado financeiro foi concretizada depois da derrota da equipe econômica para a ala política do governo na mudança do teto de gastos para abrir espaço no orçamento de 2022 para um auxílio de R$ 400,00. Como lembrou uma fonte, Funchal e seus subordinados eram “vocais” na defesa do teto. 

Por si só, a questão do provável rompimento “pegou forte” entre os técnicos do Ministério da Economia. Além disso, outra fonte comentou que Funchal não tinha a menor intenção de descumprir sua palavra sobre aceitar o seu descumprimento. Não apenas por questões pessoais, mas porque temia “queimar” sua carreira bem sucedida até aqui.

Assim como antecessores, Funchal tem grandes chances de fazer uma carreira de ganhos mais polpudos no setor privado. Recém-saídos de cargos importantes da equipe econômica são “comprados” a peso de ouro por bancos, corretoras e assets de grandes portes.

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