Dida Sampaio /Estadão
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Bastidores: Demissão de presidente do INSS é resposta à incompetência para resolver filas

A demissão foi acertada na manhã desta terça-feira, 28, depois de reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2020 | 18h58

BRASÍLIA - A queda do presidente do INSS, Renato Vieira, é uma tentativa do governo de dar uma resposta para reverter o desgaste político provocado para a administração do presidente Jair Bolsonaro com o represamento dos pedidos de benefício ao INSS. A fila mostrou despreparo do governo, falta de planejamento e atinge milhões de brasileiros, inclusive apoiadores do presidente. 

A demissão foi acertada na manhã desta terça-feira, 28, depois de uma reunião do ministro da Economia, Paulo Guedes, com o secretário especial de Previdência, Rogério Marinho, antes da reunião com o Tribunal de Contas da União (TCU) para fechar acordo sobre a contratação temporária de servidores aposentados para desafogar a fila.

Como os efeitos mais práticos da contratação devem demorar de um mês e meio a dois meses (a expectativa é que a eliminação do estoque de quase 2 milhões dure um ano ou mais), o governo precisava mostrar que estava agindo para enfrentar o problema.

O presidente Bolsonaro estava contrariado com as imagens das filas de velhinhos sendo expostas diariamente pela mídia e exigiu providências rápidas. Guedes foi pragmático ao cortar a cabeça do presidente do INSS logo que chegou de viagem internacional, de acordo com fontes ouvidas pelo Estado. 

O governo vai editar uma Medida Provisória em até uma semana para permitir a contratação de servidores aposentados de qualquer tipo de carreira. Será criada uma nova modalidade de contratação temporária. Eles poderão trabalhar no atendimento, mas a concessão dos pedidos dos benefícios estará restrita aos aposentados do INSS. O acordo com o TCU impediu a suspensão da contratação dos militares, a primeira solução apresentada. 

A equipe econômica sabe que precisa agir rápida para não aumentar o desgaste porque a demissão de Vieira não resolve o problema para o cidadão: enfrentar a fila, mesmo que virtual.

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