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Bastidores: Fim de paralisação na Volks comemorado como final de campeonato

O fim da assembleia de ontem nos portões da Volkswagen, com mais de 7 mil trabalhadores, parecia uma final de campeonato. Trabalhadores se abraçavam, cantavam, carregavam lideranças sindicais nos ombros e alguns foram às lágrimas. Não ocorria uma greve na Volkswagen havia nove anos e o fim da paralisação foi um alívio. Quem começou a trabalhar na empresa depois de 2006 viu, pela primeira vez, a Tereza - que reapareceu com uma "irmã", batizada de Valentina -, a corda lambuzada de graxa que os grevistas passam para retirar trabalhadores que insistem em permanecer na fábrica.

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

17 de janeiro de 2015 | 02h03

A empresa até que tentou inibir a estratégia, usada nas paralisações históricas dos anos 80, então comandadas pelo sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva, ao obter na Justiça um interdito proibitório que garantia a entrada na fábrica. Mas o sindicato preferiu ser multado e Valentina correu solta pelo prédio, especialmente no setor administrativo.

O acordo foi alcançado após três dias de negociações. A última delas se estendeu das 14h de quinta até 1h de sexta. A confirmação de que a Volkswagen suspenderia as 800 demissões só ocorreu meia hora antes do início da assembleia, por volta de 7h, num telefonema dos diretores da empresa aos líderes sindicais.

Ao interromper um longo processo de aumento real dos salários, a Volkswagen inicia um processo de adequação. A média salarial na unidade é cerca de 10% acima da de outras fabricantes do ABC e praticamente a metade do que paga, por exemplo, a Fiat em Betim (MG).

A fábrica inaugurada em 1959 tem pessoal com bastante tempo de casa, o que eleva ainda mais a média salarial, hoje em torno de R$ 6 mil. Fábricas mais recentes no País não têm esse passivo e pagam salários menores. É uma das razões para a maioria ter se instalado longe do ABC, berço do sindicalismo brasileiro.

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