Wilton Junior/Estadão - 19/7/2019
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Bastidores: Presidente do BNDES é pressionado a esclarecer gastos com auditoria milionária

Diretores e conselheiros do banco querem uma resposta contundente sobre a contratação de escritório, por R$ 48 milhões, para desvendar a suposta caixa-preta nas operações feitas entre 2005 e 2018

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 12h07

BRASÍLIA - O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, está sendo pressionado pela diretoria e pelo Conselho de Administração do banco a dar uma resposta mais contundente e rápida sobre a auditoria contratada para desvendar a suposta caixa-preta nas operações feitas entre 2005 e 2018.

Conforme apurou o Estado, a preocupação agora é com a investigação do contrato pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Os diretores do BNDES querem se adiantar e marcar uma audiência com o relator das contas do banco no TCU, Augusto Sherman, nos próximos dias, para apresentar dados adicionais da auditoria. 

A contratação envolve também os ex-presidentes da instituição no governo Michel Temer, Paulo Rabello de Castro e Dyogo Oliveira, que também cobram agilidade. Causou enorme desconforto a tentativa de Montezano de responsabilizar o governo Michel  Temer pelo custo da auditoria.     

 Depois que o Estado revelou que o BNDES desembolsou R$ 48 milhões, nova reportagem mostrou que a gestão Montezano aumentou em US$ 3,5 milhões, cerca de R$ 15 milhões o valor da auditoria que prometia abrir a “caixa-preta” da instituição, o que piorou a situação. 

A avaliação de diretores e conselheiros do BNDES é que o banco está sendo muito lento para responder e divulgar uma nota justificando a contratação e a necessidade da auditoria externa que investigou as operações, com um passo a passo do contratado. Uma coletiva à imprensa chegou a ser planejada, mas depois foi descartada. 

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