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Batalha pelo controle do Empire State vai parar nos tribunais

 Um dos prédios mais famosos do mundo é motivo de briga na justiça desde a inauguração

The New York Times

29 de abril de 2013 | 11h45

NOVA YORK - No dia em que foi inaugurado, em 1931, o Empire State Building virou um lugar especial no horizonte de Nova York, cenário de muitos sucessos do cinema, mas também tem estado no centro de uma sucessão de batalhas pelo seu controle.

Agora, a torre de 102 andares está no centro de mais uma batalha épica, que vai ser julgada em um tribunal na semana que vem.

De um lado estão os barões do mercado imobiliário de New York L. Malkin e seu filho Anthony E. Malkin, que são minoritários na propriedade da torre.

Eles tentam conseguir por em prática um negócio de US$ 5,2 bilhões por meio da oferta de ações em 19 propriedades na área de Nova York, incluindo a joia da coroa, o Empire State Building.

O prédio é uma das principais atrações turísticas de Nova York e já virou cenário de muitos livros e filmes. No cinema, uma das cenas mais famosas é o final de King Kong, em que o Gorila protege a mocinha e se defende do ataque de aviões de combate.

 

 

A oferta poderia catapultar a família Malkin para a elite do mercado imobiliário de Manhattan. Anthony Malkin seria presidente da nova companhia, a Empire State Realty Trust.

No meio do caminho está um grupo eclético de dissidentes liderado pelo empresário Richard Edelman e Andrew S. Penson, um investidor especulativo.

Eles argumentam que o negócio pode prejudicar o valor das ações dos investidores e expô-los a obrigações tributárias no mercado de ações, além de enriquecer os Malkins.

Esta semana o conflito vai chegar a um ponto crítico com a possibilidade do tribunal derrubar os planos dos Malkins.

Por mais de um ano, os Malkins trataram de persuadir 75% dos cerca de 3.000 cotistas do prédio para votar a favor da abertura de capital.

Os Malkins argumentam que a nova empresa iria fornecer uma estrutura corporativa moderna, permitir aos investidores a comprar com mais facilidade e vender suas participações e aumentar o valor ao longo do tempo.

No calor da batalha, os Malkins acusaram Edelman e seus seguidores de mentir e espalhar desinformação.

Os investidores oposição tentaram reunir os adversários através de um site e mantendo teleconferências periódicas.

A base para a disputa atual foi lançada em 1961, quando Harry B. Helmsley, figura célebre no ramo imobiliário de Nova York, e seu parceiro Lawrence A. Wien, compraram o controle do Empire State Building do industrial bilionário Henry Crown. Peter Malkin é filho de Wien e Anthony Malkin é seu neto.

Para ajudar a financiar o negócio, o grupo vendeu 3,3 mil cotas do edifício preço de US$ 10 mil por unidade.

Para muitos dos investidores originais, alguns dos quais compraram mais de uma ação, o Empire State Building encarna romance, um investimento valioso e o eco de uma era em que investir na torre que tocava o céu era o passaporte para ganhar status. Agora, a disputa vem tirando o sono de muitos cotistas de um dos prédios mais famosos do mundo.

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