Baú contrata Galeazzi para se reestruturar

O grupo Silvio Santos acaba de contratar a Galeazzi & Associados, do consultor Cláudio Galeazzi, de São Paulo, para trabalhar na reestruturação de seu braço de varejo, a Lojas do Baú Crediário. Sucessora do falecido carnê Baú da Felicidade, desativado há cerca de três anos, a rede, que até a metade do ano passado contava com apenas 18 lojas, inchou com a aquisição, por R$ 30 milhões, da paranaense Dudony, da qual herdou 100 estabelecimentos.

Clayton Netz, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2010 | 00h00

Atualmente, são 125 lojas em operação, com 1,8 mil funcionários. De lá para cá, a Lojas do Baú Crediário despendeu boa parte do tempo digerindo a aquisição problemática - a Dudony se encontrava em recuperação judicial à época da compra. Algumas lojas no Paraná foram fechadas, a administração central da Dudony, em Maringá, foi transferida para São Paulo, e novos executivos foram contratados para pôr ordem na casa. O principal deles foi José Roberto Prioste, diretor de compras, vendas e marketing, recrutado no Ponto Frio.

A Galeazzi ainda está na fase de diagnóstico do negócio. Posteriormente, virão as propostas para a reestruturação na rede varejista. Segundo Prioste, a meta é dobrar o número de unidades, chegando a 250 até o final de 2011, com um investimento ao redor de R$ 40 milhões. "Poderemos atingir esse objetivo tanto pela via do crescimento orgânico quanto por mais aquisições", afirma Prioste.

RECUPERAÇÃO JUDICIAL

Em queda no ano, pedidos crescem no 2º semestre

Primeiro, a boa notícia: o número de pedidos de recuperação judicial aprovados de janeiro a agosto deste ano caiu 24%, de 287 para 216 no Brasil, na comparação com o mesmo período de 2009, segundo um levantamento da americana Equifax, provedora de dados para o sistema bancário. Segundo, a não tão boa: em agosto, porém, a consultoria registrou alta de 43% (a primeira mensal em relação a 2009), com 43 pedidos de recuperação aprovados pela Justiça. Para Alcides Leite, responsável pela pesquisa, o patamar mais elevado registrado em agosto deve ser mantido nos próximos meses em decorrência dos efeitos do aumento da taxa de juros sobre o consumo.

AGRONEGÓCIO

Cacau gourmet terá selo de qualidade

Dona de 70% da produção nacional de cacau, a região sul da Bahia se prepara para profissionalizar o mercado de cacau orgânico fino, também conhecido como cacau gourmet. Um dos projetos é a criação de um selo de qualidade que comprove a procedência do produto, nos moldes do que já acontece com os vinhos do Vale dos Vinhedos, na Serra Gaúcha. Atualmente, cerca de 250 fazendeiros da região se dedicam ao cultivo do cacau gourmet, produzindo cerca de 250 toneladas por ano, em sua quase totalidade vendidas para o exterior, principalmente para a França, Itália, Suíça e Canadá. Embora seu cultivo seja incipiente se comparado à produção nacional (160 mil toneladas anuais), o cacau gourmet alcança um preço mais elevado, sendo negociado a até US$ 8 mil a tonelada, contra US$ 3 mil pagos pela do cacau comum.

IMÓVEIS POPULARES

Tenda copia colombianos para ganhar tempo

A construtora mineira Tenda, que quase quebrou no auge da crise, em setembro de 2008, e foi adquirida pela Gafisa, voltou a respirar. A empresa está entregando os primeiros 3 mil apartamentos construídos com formas de alumínio nos Estados do Rio, São Paulo e Bahia. Inspirado no modelo de construção de casas populares da Colômbia, o sistema de formas permite que as unidades, que demorariam em média dois anos para serem concluídas, sejam erguidas na metade do tempo. Dona de um valor geral de vendas (VGV) de R$ 669 milhões no primeiro semestre de 2010, a Tenda pretende estender o método aos outros oito Estados em que atua e ao Distrito Federal. Segundo a direção da Tenda, mais 4 mil apartamentos, construídos de acordo com o novo modelo, devem ser concluídos até o final do ano.

Samello volta a São Paulo

A Samello, que está em recuperação judicial desde 2006, vai inaugurar até novembro três novas lojas nos shoppings Frei Caneca, Ibirapuera e Higienópolis, em São Paulo. A primeira delas, no Frei Caneca, será aberta no sábado. Essas serão as primeiras unidades da marca na capital paulista. A meta de Tom Mello, diretor de franquias da Samello, é atingir 35 lojas até o final de 2011. Em seus tempos de glória, a Samello chegou a operar 30 lojas próprias.

Já a produção de calçados, hoje terceirizada por 18 empresas, vai esperar um pouco mais para ser retomada na unidade de Franca, no interior do Estado. A Samello deveria iniciar a fabricação de 500 pares diários em maio, mas postergou os planos para o início de 2011 por ainda estar contratando e treinando mão de obra.

MERCADO DA LEI

R$ 180 mi

é a movimentação de negócios prevista na Fenalaw, maior evento jurídico da América Latina, marcado para 5 a 7 de outubro, em São Paulo.

MARCO AÉREO

5 mi

de passageiros transportados é o número que deverá ser atingido nesta quarta-feira pela Azul Linhas Aéreas. A marca será alcançada em menos de 19 meses de atividades.

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