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Bauru vive nova onda de investimentos imobiliários

Dinamismo do interior abre mercado para construtoras locais

Jair Aceituno, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2027 | 00h00

A oferta de crédito imobiliário fez as vendas subirem 60% no último trimestre em Bauru, interior de São Paulo. Segundo os corretores, além da fartura de crédito, o bom desempenho da economia do interior de São Paulo aqueceu a demanda por novas habitações. A desvalorização do dólar e a queda dos juros de aplicações tradicionais contribuíram para os investimentos em imóveis.Animada, Wânia Porto, delegada do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) diz que o setor atribui o bom movimento à construção do novo aeroporto, a forte demanda de universitários por moradias e ampliação da economia de serviços. ''''Temos aproximadamente 30 mil universitários'''', contabiliza a corretora. Até o porto hidroviário, em Pederneiras, a 25 quilômetros de Bauru, vem favorecendo o mercado imobiliário local.Um dos bons exemplos de aquecimento do mercado é dado pela Residec, construtora que atua no mercado local há 35 anos, que antes do lançamento já tem 90% das cotas de um flat vendidas. A empresa, que constrói edifícios para médio e alto padrão, empenha-se agora no ''''Art Brasil'''', um conjunto de duas torres de 25 andares, com 300 apartamentos.O arquiteto Riad Elia Said, diretor da Residec e representante local do Secovi (Sindicato da Habitação) diz que o mercado está aquecido ''''mas não tanto quanto o da capital''''. Ele espera que o mercado melhore ainda mais, na proporção em que a economia local e regional se desenvolva. Ele diz não temer que a crise americana, que sacode as bolsas de todo o mundo, venha a afetar o mercado brasileiro, nem o do interior: ''''Diferente dos Estados Unidos, onde tudo está pronto, somos um país onde há muita coisa a se construir em todos os ramos da habitação'''', afirma. Embora haja euforia, negócios saindo e dezenas de obras sendo tocadas, algumas retomadas, não existem dados compilados sobre a nova onda.MÃO-DE-OBRAO problema é a falta de mão-de-obra qualificada. A maioria dos profissionais bem formados é atraída para São Paulo e outros grandes centros, que oferecem melhores salários. Bauru possui aproximadamente 5 mil pedreiros, mas só 490 têm registro de autônomo. A maioria trabalha na informalidade, realizando pequenas obras e reformas. Cláudio da Silva Gomes, presidente do Sindicato dos Empregados na Construção, diz que o contingente de informais preocupa a entidade, principalmente por causa da seguridade social.

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