Bayer pode se desfazer das áreas química e farmacêutica

O Conselho de Administração da Bayer deve comunicar, em no máximo quatro ou cinco horas, a divisão, separação ou até a venda de suas áreas química e farmacêutica, de acordo com sites de jornais europeus, entre eles o alemão Handesblatt. Algumas agências de notícias começaram a veicular hoje de manhã informações de que o conglomerado alemão dividirá também a sua divisão de plásticos com o objetivo de criar uma nova empresa, cujo faturamento chegaria 5 bilhões de euros. A notícia mexeu com os mercados e as ações da múlti alemã mostravam altas superiores a 4% na Bolsa de Frankfurt.Se as informações que correm no mercado forem confirmadas, seria um dos passos mais radicais tomados até agora pelo presidente da companhia, Werne Wenning, que tenta, de todas as formas, reduzir as ambiciosas atividades do conglomerado alemão criado há 140 anos, escreve o site do jornal espanhol "Cinco Dias". Nesse século e meio, a Bayer cresceu de tal forma que hoje engloba as áreas de nutrição, tintas, têxteis, couros e papel, além da fabricação de outros materiais de plástico Makrolon, material usado na composição dos CDs e DVDs. A grande gama de polímeros da Bayer destaca-se pela sua versatilidade e constante desenvolvimento. Suas borrachas, plásticos e poliuretanos se encontram em produtos de todos os tipos, que vão de tênis a automóveis, geladeiras, móveis e TVs.Em São Paulo, a assessoria de imprensa da Bayer Brasil informou que, no decorrer das próximas horas, deverá receber um comunicado oficial da Alemanha sobre as decisões do Conselho de Administração do grupo. "Temos de esperar até receber alguma informação concreta. Até agora, corre uma série de especulações, sobre várias possibilidades e várias propostas", disse à Agência Estado Eckart Pohl, responsável pela assessoria de imprensa da subsidiária no Brasil.A decisão da Bayer, a segunda maior companhia do setor na Alemanha, atrás apenas da Basf, faria a múlti concentrar seus negócios na divisão de produtos sanitários, em algumas áreas de polímeros e na dinâmica fabricação de fertilizantes, por meio da Bayer CropScience. Há uma semana, o grupo havia anunciado a venda de sua participação na Millennium Pharmaceuticals por 256 milhões de euros para aliviar a sua dívida.

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