BB amplia crédito a micro e pequenas empresas em R$ 11,6 bi

Decisão tem por objetivo financiar clientes no 2º semestre, quando o varejo reforça os negócios para o Natal

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

15 de junho de 2009 | 15h15

O Banco do Brasil anunciou nesta segunda-feira, 15, o aumento do limite de crédito para 303 mil clientes do segmento de micro e pequenas empresas. Ao todo, o conjunto dessas companhias terá incremento no limite de crédito de R$ 11,6 bilhões. Medida semelhante havia sido anunciada pela instituição no final do mês passado, quando foi elevado o limite de crédito de 10 milhões de clientes pessoas físicas, num total de R$ 13 bilhões.

 

Em nota, o Banco do Brasil afirma que a medida voltada às empresas vai permitir que seja reforçado o capital de giro para comercialização. Essa decisão tem como objetivo financiar os clientes do BB no segundo semestre, época em que principalmente o varejo reforça os negócios com vistas às datas comemorativas, como o Natal. Esse aumento de crédito será feito através de antecipação de recebíveis.

 

O BB também anunciou que as principais linhas de crédito para esse segmento terão as taxas de juros reduzidas a partir de amanhã, terça-feira. O BB Giro Rápido, por exemplo, terá o juro mínimo ajustado de 2,11% para 2,09% ao mês.

 

Risco

 

O vice-presidente de crédito, controladoria e risco global, Ricardo Flores, afirmou que o aumento dos limites de crédito não representa elevação de risco para as carteiras do Banco do Brasil. Pelo contrário, devem representar diluição dos riscos.

 

Segundo ele, o limite extra será dado apenas mediante a entrega de recebíveis - como cheques, cartões de crédito, duplicatas e títulos. Essa operação, segundo ele, tem risco menor que a média dos demais empréstimos para as empresas.

 

"Na média, o empréstimo com recebível é menos arriscado para o banco. O risco da carteira tende a se diluir porque os financiamentos com recebíveis terão peso maior dentro da carteira", explicou Flores.

 

O vice-presidente rejeitou a avaliação de que a medida - o segundo aumento de limites em 20 dias - seja fruto de pressão política. "Não há decisão política. É uma decisão técnica, tanto que a decisão não foi tomada agora. Estamos mexendo nesse assunto há várias semanas", afirma. "Estamos buscando oportunidades que o mercado oferece", disse.

 

Ele observou, contudo, que o movimento feito há 20 dias com o aumento de R$ 13 bilhões nas pessoas físicas já tem gerado reflexos na concorrência privada. "Percebemos que esse movimento do BB mexeu com os concorrentes que fizeram o mesmo (na pessoa física). Agora, (com as micro e pequenas empresas) não sabemos se eles vão poder fazer o mesmo", afirma.

 

Texto atualizado às 16h57

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