BB anuncia investimentos em tecnologia e infra-estrutura

O Banco do Brasil anunciou hoje um investimento de R$ 1,2 bilhão em tecnologia e infra-estrutura este ano, para modernizar e ampliar sua rede de atendimento, assim como os sistemas internos do banco. Além de atualizar sua rede e equipamentos defasados, incluindo 50 mil computadores que serão doados a um programa de inclusão digital, o BB pretende ampliar o número de postos de atendimento em 1.750 unidades, para 11.150 até dezembro.Do total, R$ 600 milhões serão aplicados na atualização da rede de atendimento, R$ 300 milhões num centro de processamento, R$ 250 milhões em ferramentas de gestão e melhoria de processos internos e R$ 50 milhões em Internet e equipamentos de telecomunicações. Os 52 call centers do banco serão unificados em duas centrais, nas quais o cliente poderá fazer todas as operações ligando para apenas um número gratuito. Para obter os recursos, o BB começou renegociando todos os contratos de fornecimento de tecnologia e infra-estrutura, o que rendeu ao banco uma economia de R$ 320 milhões, segundo o vice-presidente de Tecnologia e Infra-estrutura do banco, José Luiz de Cerqueira César. ?A Microsoft, por exemplo, concordou em atualizar nossa versão do Windows sem custo.? No total, o BB pretende reduzir seus custos em R$ 500 milhões este ano. ProjetosDesde a posse da nova direção, o banco promoveu um realinhamento de negócios e projetos, aproximando a política do banco ao desenvolvimento sustentável defendido pelo governo, mas ao mesmo tempo mantendo uma estratégia comercial agressiva. O novo plano do banco é oferecer um suporte completo de serviços para cadeias de produção, diz Cerqueira César.O exemplo em estágio mais avançado desse tipo de serviço é o Balcão de Negócios para exportações de pequenas empresas, que já tem 850 cadastros. O BB oferece desde a localização de oportunidades de venda em outros países por meio de suas agências no exterior e crédito para a operação até o transporte do produto por meio de um convênio com a Fedex e os Correios. O vice-presidente deu outro exemplo de como o desenvolvimento sustentável e a inclusão social podem casar com o plano de expansão do banco e ainda reduzir o risco de crédito: um projeto na Costa do Sauípe. ?É uma maneira nova de trabalhar um conjunto de clientes que fazem parte da mesma cadeia de valor?, diz. ?Em Sauípe, 86% do lixo produzido é orgânico. Temos lá uma região de muita pobreza. Mais de 50% da população não tem renda fixa e 20% a 25% ganha um salário mínimo.? O BB fez uma articulação com as cooperativas, o Marriott, Sofitel e outros hotéis da região. ?Resolvemos processar esse lixo, transformar em adubo orgânico, distribuir entre os agricultores familiares e criar um entreposto de comercialização para que os hotéis comprem verduras e hortaliças.? O adubo orgânico vai ser usado para a jardinagem da Costa do Sauípe. ?Então, fechou o círculo. Você tem uma compra garantida. Depois, com a expansão da produção, eles podem vender para outros compradores de fora da região.? Para o BB, a vantagem é ?bancarizar? toda aquela população. ?O banco vai dar um capital de giro para custeio. É feito um investimento na fábrica, que geramais empregos. Então você fechou a cadeia.?

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