BB, Bradesco e Santander querem partilhar ATMs

Bancos anunciam nesta 5ª estudos para adotar tecnologia comum em caixas eletrônicos; se der certo, projeto pode beneficiar 65 milhões de correntistas

Leandro Modé e Ana Paula Ribeiro, do Estadão,

10 de fevereiro de 2010 | 20h17

Banco do Brasil, Bradesco e Santander, três das quatro maiores instituições financeiras do País, anunciam nesta quinta-feira, 11, a intenção de compartilhar seus caixas eletrônicos (ATMs). Se os estudos que o grupo vai iniciar derem certo, os clientes vão poder acessar os serviços nas máquinas dos outros dois associados. Somados, os três bancos têm cerca de 65 milhões de correntistas.

 

Em dezembro do ano passado, o Bradesco tinha 37.957 máquinas de autoatendimento, sendo 7.300 delas do Banco 24 Horas, a maior do Brasil em compartilhamento (com 38 associados). Também em dezembro, o Santander tinha 18.094 caixas eletrônicos. O BB, em seu balanço do terceiro trimestre de 2009, não detalhava no número desse tipo de ponto de atendimento. O Estado apurou que nem todas essas máquinas fariam parte da rede compartilhada, apenas aquelas localizadas fora das agências.

 

No caso específico do BB, essa não é a primeira experiência no compartilhamento de caixas eletrônicos. Em fevereiro de 2005, foi iniciada uma parceria com a Caixa Econômica Federal, que persiste até hoje.

Em 2007, BB e Bradesco iniciaram um acordo para o compartilhamento. O projeto piloto, que chegou a atingir 200 caixas, foi suspenso para "ajustes tecnológicos". O Santander compartilha máquinas com o Real, enquanto o processo de integração entre os dois bancos não é finalizado.

 

O BB já havia sinalizado que faria parcerias. No fim de 2009, o presidente do banco, Aldemir Bendine, afirmou que a associações entre grandes instituições contribuiria para o aumento da eficiência nas operações.

 

Na ocasião, disse que a parceria poderia ocorrer justamente na área de caixas eletrônicos, que não eram mais um diferencial no mercado de hoje e demandam alto custo de manutenção por parte das instituições financeiras.

 

O analista da Austin Rating Luís Miguel Santacreu explica que a ideia de uma plataforma comum nos ATMs tem como objetivo reduzir os custos no setor. "O pensamento é o de ‘vamos nos unir para o benefício de todos’", afirmou.

 

Segundo ele, outro segmento da atividade bancária no Brasil que deve passar por processo semelhante é o de cartões, com destaque para o compartilhamento das máquinas que executam as transações.

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