BB capta US$ 1 bi com bancos internacionais

Ao todo, 22 instituições emprestaram recursos; foi a primeira operação do tipo feita pelo banco brasileiro

O Estado de S.Paulo

22 de março de 2014 | 02h08

O Banco do Brasil fechou a captação de US$ 1 bilhão no mercado externo por meio de um empréstimo sindicalizado. Foi o primeiro feito pela instituição e sua estratégia foi desenhada para atingir a maior quantidade possível de contrapartes do mercado asiático, disse o diretor de Finanças do BB, José Maurício Pereira Coelho.

Ao todo, 22 instituições financeiras globais participaram da operação. Desse total, 12 eram asiáticas. Os recursos serão utilizados para composição de caixa. "Temos uma estratégia de diversificação e consideramos o mercado asiático importante nesse sentido, até pelo seu tamanho e relevância", disse Coelho.

Lembrando que o BB fez captação em ienes em 2011 e um programa de certificados em depósitos (CD) em yuans, moeda chinesa, Coelho ressaltou que esta é a primeira operação de empréstimo sindicalizado realizada pelo banco.

Um empréstimo desse tipo é chamado de sindicato em função da quantidade de bancos que empresta recursos em uma única operação. Na prática, se assemelha a uma emissão de bônus no exterior, a diferença é que os compradores do bônus são investidores como fundos de investimentos.

Além desse empréstimo, o BB já havia captado nesta semana 330 milhões, reabrindo o mercado de emissão de dívida em euros. O contrato da nova operação, de US$ 1 bilhão, tem duas divisões (tranches): uma, de US$ 700 milhões com prazo de três anos, em que o banco vai pagar a taxa Libor (taxa do mercado londrino, que se equivaleria ao CDI no Brasil) de seis meses somada a um prêmio de 1,35% ao ano. A outra tranche foi de US$ 300 milhões com vencimento em quatro anos e retorno pela Libor de seis meses e spread de 1,50% ao ano.

Os bancos BNP Paribas, Citi, HSBC, JP Morgan e o Standard Chartered foram as instituições coordenadoras do sindicato, dando garantia firme à operação, ou seja, se nenhum outro banco participasse do negócio essas instituições supririam os recursos.

Coelho do BB disse que o empréstimo sindicalizado é uma estratégia de "funding" complementar às captações por meio da emissão de bônus. Segundo ele, não é possível comparar custos dessa operação com captações feitas por meio de emissão de dívida porque as condições do sindicalizado são fechadas na contratação, antes da efetiva conclusão. Nas emissões de bônus, as condições são estabelecidas na mesma data do lançamento da operação.

Para o banco, esta é uma forma de ampliar sua capacidade de emprestar para seus clientes. O ingresso dos dólares aconteceu ontem mesmo, segundo o executivo do banco. / CYNTHIA DECLOEDT

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.