BB declara ter interesse em comprar corretora no Brasil

Presidente da instituição disse, ainda, que a negociação para compra do Banco de Brasília está 'em aberto'

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2009 | 12h13

O presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, confirmou há pouco nesta terça-feira, 15, o interesse da instituição em se associar ou adquirir uma corretora no Brasil. Em café da manhã com jornalistas nesta manhã, o executivo informou que a ausência de uma corretora no conglomerado é "uma das deficiências que precisa ser corrigida".

 

Ele explicou que o parceiro preferencial do BB nesse segmento é o Votorantim, instituição de que o banco federal é sócio e tem 49,9% do capital. "Mas, além dessa parceria preferencial, estamos vendo outras oportunidades de ampliar a nossa fatia de mercado com novas parcerias ou associações", afirmou o executivo.

 

"Uma indicação de como será esse negócio poderá ser dada no começo de 2010", completou.Sobre o modelo que pode ser adotado na associação, Bendine não confirmou se será usado o sistema de comprar 49,99% do capital da instituição como no caso do Votorantim. "O modelo que mais gosto mesmo é o de 75%", brincou. Nesse sistema, o BB pode adquirir 49,9% das ações ordinárias que dão direito a voto e 100% dos papéis preferenciais.

 

Atualmente, o BB trabalha com até cinco corretoras que prestam serviço ao banco. "Não faz sentido ficar transferindo o ganho desse mercado para esses parceiros", afirmou.

 

Compra do Banco de Brasília

 

Em relação à compra do Banco de Brasília (BRB), Bendine disse que as conversas continuam "em aberto". Segundo ele, as tratativas acontecem diretamente com a Secretaria de Fazenda do governo local e dizem respeito especialmente ao preço pedido pelo Distrito Federal e aquele que o BB estaria disposto a pagar.

 

Bendine observou que a lentidão nas negociações é prejudicial ao controlador do BRB, pois, como o tempo, os bancos estaduais perdem atratividade. "A cada dia que passa os bancos estaduais perdem atratividade porque nos aproximamos de 2012, quando passará a valer a regra que permitirá ao servidor público escolher onde receberá o salário", disse.

 

Ele lembrou que um dos principais atrativos do BRB é a folha de pagamentos dos servidores locais, mas que com a aproximação de 2012 este ativo perde valor gradualmente.

 

Reorganização

 

O presidente do BB disse também que negocia uma reorganização na subsidiária Brasilcap, do segmento de capitalização. Atualmente com 49,9% do capital da empresa, o BB quer ampliar sua participação para até 75% das ações.

 

A mudança, porém, não deve transformar a companhia em uma estatal, já que a tendência é que o BB amplie sua participação apenas com ações preferenciais, de forma a não alterar o poder de decisão na companhia.

 

"A discussão já foi aberta com os três sócios e pode ser anunciada a qualquer momento", afirmou o presidente do Banco do Brasil no café da manhã. Os sócios do BB na companhia são a Sul América (com 16,67% do capital), Icatu (16,67%) e Aliança da Bahia (15,8%).

 

Texto atualizado às 14h32

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