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BB deve encerrar ciclo de compras com Banestes e BRB

O presidente do Banco do Brasil, Antonio Francisco de Lima Neto, afirmou hoje que o ciclo de aquisições da instituição federal deve se encerrar com a conclusão das negociações que envolvem o Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes) e o Banco de Brasília (BRB). O executivo disse que o objetivo das aquisições feitas pelo BB foi preencher alguns "vazios" na oferta de produtos, citando como exemplo o financiamento de veículos, e elevar a participação de mercado no Estado de São Paulo - caso da Nossa Caixa. O apelo de BRB e Banestes é seu mercado junto a servidores públicos, segundo ele.

SANDRA HAHN, Agencia Estado

27 de março de 2009 | 16h52

Lima Neto fez o comentário ao ser questionado sobre possível interesse do BB no Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), que ele negou enfaticamente. "Não houve negociação, não há negociação sobre isso", frisou o executivo. Ao ser indagado sobre se o banco teve interesse no Banrisul, Lima Neto explicou que o BB nunca afirmou isso publicamente. Ele ponderou que o mercado deve ter relacionado potencial interesse no Banrisul às negociações do BB com outros bancos públicos. "Nós nunca negociamos nem fizemos nenhum movimento organizado em relação a isso", reiterou, antes de apresentar palestra em reunião-almoço do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (Ibef) em Porto Alegre.

Sobre o comportamento do crédito e o efeito da crise financeira mundial, Lima Neto disse que o ritmo de desembolsos do BB com recursos livre em março está em R$ 1,07 bilhão por dia. Em janeiro e fevereiro, a média havia caído para R$ 900 milhões por dia, em um período de sazonalidade mais baixa, observou o executivo. Em setembro do ano passado, a média de liberações foi de R$ 1,08 bilhão por dia. Para o crédito rural, Lima Neto projetou operações de R$ 11,016 bilhões em 2009, ante R$ 10,199 bilhões em 2008.

Ao abordar a preocupação do governo com a queda do spread dos bancos, Lima Neto disse que o objetivo é implantar medidas estruturais que aumentem a competição no sistema financeiro. Ele citou, como exemplo, a possibilidade de transferir a conta salário de funcionários de empresas privadas de uma instituição para outra, benefício que chegará aos servidores públicos em 2012. A queda do spread depende do ambiente de crescimento econômico, que será recuperado, e da continuidade de medidas como a adoção do cadastro positivo de clientes, que está próxima de ser aprovada pelo Congresso, segundo ele. Spread é a diferença entre o custo pago pelo banco para captar recursos e o juro que ele cobra dos clientes.

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