BB e Caixa fecham parceira e construção de datacenter

O Banco do Brasil (BB) e a Caixa Econômica Federal assinaram hoje a primeira Parceria Público Privada (PPP) na modalidade administrativa do governo federal, o que permitirá a construção do datacenter das duas instituições, por meio de arrendamento , na Cidade Digital, em Brasília.

EDNA SIMÃO, Agencia Estado

25 de maio de 2010 | 21h20

O investimento inicial vai ser de R$ 262 milhões e será realizado integralmente pelo consórcio GBT (que é composto pela GCE, Termoeste e BVA), vencedor da concorrência. O valor do total do projeto, incluindo a infraestrutura predial, manutenção e serviços condominais, é de R$ 880 milhões, sendo que R$ 660 milhões do Banco do Brasil e R$ 220 milhões da Caixa. Os valores serão pagos pelos bancos públicos no prazo de 15 anos. Passado esse período, o datacenter pertencerá 100% ao BB e Caixa, em cotas proporcionais ao investimento.

O projeto será construído em uma área de 24 mil metros quadrado com espaço específico para os dois bancos e outro destinado às atividades de administração da infraestrutura predial, que ficará a cargo da contratada. O início das obras está previsto para o segundo semestre deste ano e o serviço de co-location deve ser entregue no início de 2012.

Além do arrendamento da área em datacenter da Cidade Digital, o consórcio poderá ainda terceirizar o uso do datacenter. "Ainda estamos buscando entendimentos com uma empresa de TI. Mas as chances são grandes de construirmos outro bloco para terceirizar os serviços", afirmou o diretor-presidente do consórcio GBT, Alteredo Gonçalves Filho.

Comemoração

O vice-presidente de logística do BB, José Luis Salinas, e a vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa, Clarice Coppetti, comemoraram a assinatura do contrato com o consórcio GBT, após cinco anos de negociação, e disseram que o projeto vai ajudar a reduzir os custos de infraestrutura dos bancos. "Dois bancos públicos mostram que, sem fazer qualquer fusão operacional, conseguem manter projetos que otimizam nossa operação", afirmou Clarice.

Já Salinas frisou que, respeitada a independência das instituições públicas, está sendo possível fazer uma sinergia para ter uma infraestrutura de primeiro mundo. "É uma demonstração de que podemos fazer muitas coisas juntos", destacou o vice-presidente do BB. "Nós, como bancos públicos, estamos demonstrando que o setor público é competitivo e tem eficiência", complementou o executivo do BB. Ele disse ainda que haverá espaço para otimizar a estrutura assim que o datacenter estiver pronto, ou seja, serviços e funcionários poderão ser dispensados. "Mas isso vai ser estudado", ponderou Salinas.

A construção do datacenter tem como finalidade assegurar a continuidade dos negócios, mesmo em caso de desastres. O espaço também poderá acomodar cópia de todas as informações digitais de ambas as instituições, atendendo a normativos internacionais, como o Basileia II, e garantir a infraestrutura necessária para futuras expansões dos serviços de TI do BB e da Caixa.

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