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BB e Correios ampliam oferta de produtos do Banco Postal

Acordo representa fase intermediária à criação do Banco Postal como instituição financeira, que terá estatais como sócias

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

07 de março de 2014 | 02h04

O Banco do Brasil e os Correios deram mais um passo no sentido de tornar o banco Postal uma instituição financeira ao firmarem um acordo para ampliar o portfólio de produtos ofertados e a rede de atendimento. Com o contrato, fechado em 27 de fevereiro, o leque de soluções distribuídas nas agências deve crescer já a partir de abril, segundo Alexandre Corrêa Abreu, vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, incluindo seguros, cartões, crédito e aplicações. Já o número de pontos de atendimento, atualmente em 6,2 mil e que contempla apenas a rede própria dos Correios, conforme ele, terá a inserção de mais de 1.093 unidades franqueadas da empresa.

O novo contrato, submetido ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), representa uma fase intermediária do Postal para se tornar uma instituição financeira, o que pode ocorrer em meados de 2015, segundo Abreu. Antes disso, deve ser aprovado ainda no primeiro semestre deste ano o plano de negócios do banco para que, posteriormente, seja submetido aos órgãos reguladores.

Ao ser oficializado como banco, o Postal passará a ter uma estrutura independente do BB, que hoje utiliza os Correios como correspondente bancário. A nova instituição financeira vai requerer uma diretoria e também terá um quadro próprio de funcionários.

"O plano de negócios está prestes a ficar pronto. Podemos, inclusive, antecipar a conclusão do mesmo para antes do final do primeiro semestre de 2014", disse Abreu.

Sociedade. Hoje, os produtos e serviços oferecidos na rede do Postal, de acordo com Abreu, são "básicos" e incluem conta corrente, poupança, uma modalidade de empréstimo e cartão de crédito. Com o novo contrato, este leque passa a incluir cartões pré-pagos, seguros, outras linhas de crédito, consórcio, financiamento rural e imobiliário, além de toda a gama de aplicações financeiras, como letras de crédito agrícola e imobiliária, ambas com isenção fiscal para o investidor.

Na mira do Postal estão, segundo a vice-presidente de negócios dos Correios, Morgana Cristina, a nova classe média e ainda os novos entrantes no sistema bancário brasileiro. A parcela da população que ainda não possui conta corrente é estimada em 55 milhões de pessoas, o que representa mais de R$ 600 bilhões por ano que não passa pelos bancos.

Desde janeiro de 2012, quando o BB venceu a licitação para usar a rede dos Correios como correspondente bancário, com o pagamento de R$ 2,3 bilhões, foram abertas 2,2 milhões de contas correntes e realizadas mais de 200 milhões de transações. No ano passado, o Postal liberou R$ 547 milhões em crédito, o dobro do ano anterior. A nova empresa, que está sendo constituída por BB e Correios, manterá a marca do Postal e cada um terá 50% do negócio.

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