BB espera alta de 20% na carteira de crédito em 2010

O Banco do Brasil espera registrar em 2010 um aumento da carteira de crédito de 20 por cento, informou nesta segunda-feira o presidente da instituição, Aldemir Bendine.

REUTERS

07 de dezembro de 2009 | 12h16

O executivo afirmou a jornalistas que a economia brasileira "está passando por um momento extremamente positivo".

O crescimento na carteira de empréstimos do BB vai se dar sem alta nos índices de inadimplência, segundo Bendine. "A tendência é lateral ou mesmo de queda (da inadimplência)", observou.

A instituição teve um salto de 41,1 por cento na carteira de crédito no final de setembro contra um ano antes, para 301,4 bilhões de reais.

De acordo com Bendine, o crescimento da carteira nos últimos meses manteve o ritmo, sendo puxado pelo consumo.

Embora acredite na manutenção de um ritmo elevado das operações de empréstimos, a reboque da expectativa de forte crescimento do PIB doméstico em 2010, o aumento da competição deve levar a uma tendência gradual de queda na rentabilidade do sistema financeiro, afirmou o vice-presidente de Finanças do BB, Ivan Monteiro.

Segundo ele, esse movimento pode ser parcialmente compensado com aumento dos volumes de crédito, com taxas menores.

"Estamos preparando o banco para uma tendência clara de taxas de juros menores (no setor)", afirmou Monteiro.

O banco, que prepara um plano para aumentar os níveis de capitalização da instituição, tem como objetivo "atingir 25 a 26 por cento de 'free float'", disse Monteiro.

Isso adequará o banco ao percentual mínimo de ações em circulação exigido pelo regulamento do Novo Mercado da BM&FBovespa, de 25 por cento. Atualmente, cerca de 21 por cento do capital do BB está em circulação no mercado.

"Queremos demonstrar claramente para o mercado que vamos buscar liquidez", disse Monteiro.

O presidente do BB também afirmou que o banco, que no final de 2008 anunciou a compra do paulista Nossa Caixa em operação de 5,4 bilhões de reais, espera obter ganhos de sinergias de 360 milhões de reais por ano com a aquisição.

Às 12h10, as ações do Banco do Brasil exibiam alta de 0,79 por cento, a 30,55 reais. No mesmo horário, o Ibovespa subia 0,5 por cento.

(Por Aluísio Alves)

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