finanças

E-Investidor: "Você não pode ser refém do seu salário, emprego ou empresa", diz Carol Paiffer

BB mantém juro estável desde novembro e estuda se vai subir

Após o sexto aumento seguido da taxa básica de juros, que subiu ontem para 18,75% ao ano, o vice-presidente de varejo e distribuição do Banco do Brasil, Edson Monteiro, disse que o banco estuda aumentar as taxas cobradas nas operações de crédito ao consumo. O último ajuste foi feito em novembro, mas não para todas as linhas. Nos últimos dois meses, o BB manteve as taxas cobradas e a demanda do consumidor foi muito forte."Até para seguirmos a linha e a orientação da autoridade monetária, temos de sinalizar restrição ao crédito", disse Monteiro à Agência Estado. O Banco do Brasil ainda não decidiu se aumentará suas taxas, mas está estudando essa possibilidade. O diretor admitiu que a demanda crescente por crédito é "um paradoxo" aos atuais objetivos da política monetária do BC.Uma eventual elevação dos juros não terá um impacto forte na demanda, segundo Monteiro. "O cidadão que tem o desejo ou a necessidade de consumir vai continuar tomando crédito", afirmou.No momento, as linhas de crédito consignado e de microcrédito são as que mais atraem os consumidores até porque têm taxas mais baixas do que linhas tradicionais, como o crédito pessoal das financeiras, o cheque especial ou o parcelamento do cartão de crédito. Mesmo que o BB suba os juros dessas taxas, elas continuaram mais baratas do que outras, atraindo a demanda.

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2005 | 18h07

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.