BB não prevê nova renegociação das dívidas em 2007

O novo vice-presidente de Agronegócio do Banco do Brasil, Derci Alcântara, disse nesta terça-feira, em entrevista ao vivo à Agência Estado, que o banco não trabalha com a possibilidade de uma nova renegociação das dívidas das parcelas que começam a vencer em 2007. Segundo o executivo, o banco possui estudos que mostram que apenas algumas regiões do Mato Grosso não teriam como honrar integralmente os compromissos deste ano. "A parcela de 2007 representa apenas 20% das dívidas de 2005 e 2006. Além disso, nossos estudos mostram que apenas 5% dos vencimentos estariam passíveis de análise de uma eventual renegociação", disse Alcântara, ao lembrar que essa situação seria estudada caso a caso.Entre as principais metas do novo vice-presidente, que assumiu no final de 2006 o lugar até então ocupado por Ricardo Conceição, está a simplificação do acesso ao crédito rural. Em sua avaliação, a legislação existente sobre o assunto é de 1967 e ainda possui muita burocracia. Por esse motivo, o Banco do Brasil tem mantido conversas com o governo para simplificar o processo. "Muitos bancos não oferecem recursos para o crédito rural porque o processo é muito burocrático", afirmou Alcântara.Uma das propostas já em análise pelo Banco Central é a de extensão do período dos contratos. A idéia é que a cada ano a linha de crédito se renove automaticamente, sem a necessidade de apresentação de uma nova proposta ou projeto técnico. "Esperamos que pelo menos parte dessa proposta já entre em vigor a partir do plano de safra 2007/08", disse Alcântara. Além da simplificação do acesso ao crédito, a agricultura familiar, a bioenergia, o setor florestal e a o sistema de armazenagem em fazenda estão entre as principais prioridades do Banco do Brasil, segundo o executivo.A respeito da parceria feita no final do ano passado com a Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), Alcântara disse o banco poderá vincular a liberação de crédito aos produtores à obrigatoriedade da proteção contra riscos para todas as culturas, mas que isso será cobrado dos agricultores que estiverem instalados em regiões onde a comercialização é mais difícil. "Em todo o mundo a concessão de crédito está vinculada à garantia de comercialização do produto e o Brasil está se adaptando a essa regra", disse.Na avaliação do executivo, essa iniciativa do banco poderá fazer com que outros bancos adotem a mesma postura, incluindo o seguro rural entre as exigências. Segundo Alcântara, dos R$ 4 bilhões disponibilizados pelo governo para o subsídio ao prêmio do seguro, o Banco do Brasil terá R$ 1 bilhão para fazer o seguro.

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