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BB negocia a compra do Banco de Brasília

Como o BB tem restrições legais para comprar bancos privados, os estatais são uma alternativa de expansão

Adriana Fernandes, da Agência Estado,

04 de setembro de 2007 | 19h16

Numa reação ao processo de fusão e aquisição dos bancos privados, que ameaça a sua liderança no mercado brasileiro, o Banco do Brasil (BB) anunciou nesta terça-feira, 4, a intenção de comprar o Banco de Brasília (BRB), de propriedade do governo do Distrito Federal. Em comunicado ao mercado financeiro, BB e BRB informaram que iniciaram estudos para a operação. A expectativa do BB, segundo fontes ouvidas pelo Grupo Estado, é a de que o processo esteja concluído no início de 2008. O BB já negocia com o Tesouro Nacional e o governo de Santa Catarina a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), negócio que deverá ser fechado ainda este ano. Com a compra do BRB, o BB quer "marcar território" e fazer frente ao crescimento dos bancos privados. Hoje, se um grande banco, como o Bradesco ou o Itaú, se unir a uma instituição financeira de porte médio, o BB pode perder a liderança do mercado.  Como o BB tem restrições legais para comprar bancos privados, os bancos estatais são uma alternativa de expansão. "Como o BB não pode adquirir nada do mercado, os bancos estatais são importantes para o crescimento", explicou uma fonte.  Enquanto o BB teve lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no primeiro semestre deste ano, o resultado do BRB foi positivo em apenas R$ 37 milhões. O BRB possui cerca de 100 agências e 2,3 mil funcionários.  Atrativos O maior atrativo do BRB, no entanto, é a folha de pagamento do governo do Distrito Federal. São cerca de 120 mil servidores ativos e inativos. Para o BB, o BRB representa também uma "porta de entrada" para diversos grandes clientes corporativos dos poderes Executivo e Legislativo.  O BRB tem, ainda, um conjunto de clientes, principalmente de servidores públicos, no qual o BB tem grande interesse. "É importante marcar território com essa aquisição. Faz com que a concorrência tenha maior dificuldade de abordagem dos clientes", destacou a fonte. Depois do anúncio da intenção da compra do BRB, o BB inicia agora a análise jurídica da operação. A tendência é a de que a operação seja feita por meio de uma aquisição do controle acionário, diferentemente do processo em curso de incorporação do Besc. Isso porque o Besc é um banco estadual que já foi federalizado, o que facilita a operação. Nessa fase será verificada a necessidade de projeto de lei ou medida provisória que autorize a operação. Em uma terceira fase, o BB deve contratar uma consultoria para fazer a modelagem e definir o preço do negócio.

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