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BB pagará R$ 27 mi a funcionários em ação de 30 anos atrás

O presidente do Banco do Brasil (BB), Cássio Casseb, anunciou há pouco a decisão da instituição de pagar ação que corre nos últimos trinta anos na Justiça de um reajuste salarial de 3%. Casseb fez o anúncio ao visitar o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. João Vaccari Neto, presidente do sindicato, diz que é a primeira visita de um presidente do Banco do Brasil à entidade nos últimos quarenta anos. Vaccari afirma que a ação se iniciou na época do ex-ministro da Fazenda Delfim Netto, que utilizou o índice de preços do Rio de Janeiro para correção dos salários dos funcionários do BB, enquanto o indicador na capital paulista era maior.O sindicato entrou com ação na Justiça, que já emitiu parecer favorável, e só agora a diretoria do BB decidiu pagar os funcionários. Segundo Vaccari, o BB deve desembolsar R$ 27 milhões e os beneficiários são 1,5 mil bancários sindicalizados (basicamente aposentados) e herdeiros. O presidente do BB diz que pretende retirar assuntos já decididos na Justiça da pauta, para se preocupar com o crescimento da instituição. Vaccari solicitou à Casseb que o BB passe a participar da negociação salarial com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) e os sindicatos, "seguindo princípio constitucional". Atualmente, o BB faz negociação com a Contec (Confederação Nacional de Trabalhadores de Crédito) em campanha separada dos funcionários de bancos privados. Casseb não se pronunciou a respeito, mas reafirmou a disposição para o diálogo, para manter aberta a mesa de negociações. Funcionários buscam crédito em outros bancosEle disse também que se assustou, ao assumir a presidência do BB, em verificar que os funcionários aplicavam e tomavam empréstimos em bancos concorrentes. Ele decidiu rever as taxas de captação e empréstimos para os funcionário s do BB. Casseb solicitou na reunião maior participação dos aposentados nos programas de voluntariado do governo, como o Fome Zero. Ele disse também que a atual administração está procurando maior diálogo com os funcionários e clientes, pessoas físicas e jurídicas. A diretora do sindicato, Deise Lessa, disse que os funcionários do BB estão como uma defasagem salarial de 70%. Com bom humor afirmou que a visita ao sindicato era de cortesia e que "possui nariz grande e por isso é difícil tirar dinheiro". Casseb afirmou que tem percorrido agências no Brasil e no exterior e "está ficando louco de tanto ouvir".

Agencia Estado,

30 de maio de 2003 | 13h29

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