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BB patrocina F1 de olho em internacionalização

Instituição volta aos carros e macacões da equipe Williams; valor do patrocínio não foi revelado

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2014 | 02h06

BRASÍLIA - Mais do que conquistar clientes entre os 77 milhões de brasileiros que acompanham a Fórmula 1, o Banco do Brasil espera que o retorno do patrocínio à escuderia Williams, anunciado neste início da temporada 2014, seja revertido na internacionalização da marca do banco e na consequente capitalização de clientes em outros países.

Para isso, a instituição financeira usará as contrapartidas a que tem direito como patrocinador para agradar aos potenciais clientes do banco. "Vamos aproveitar os GPs (Grandes Prêmios) para aprimorar o relacionamento com potenciais clientes nos lugares onde já existe a rede de distribuição do banco", disse José Avelar Lopes, gerente executivo de programação mercadológica e marketing esportivo do BB.

A marca do maior banco brasileiro foi exibida pela primeira vez na madrugada de sábado para domingo na primeira corrida da temporada, em Melbourne, na Austrália. Além da exposição no FW36, o carro da equipe, a marca aparece no macacão dos pilotos. Ao todo, a Fórmula 1 é transmitida para 185 países diferentes.

O brasileiro Felipe Massa, que não completou a prova, e o finlandês Valtteri Bottas, que terminou em sexto, são os pilotos titulares da Williams. O patrocínio do BB permitiu que o também brasileiro Felipe Nasr virasse piloto reserva da equipe. O BB patrocina Nasr desde 2012, na GP2. "Para entrar na elite do automobilismo, é preciso, além de talento, investimentos para o desenvolvimento do carro", afirma Lopes. O BB não revela o valor do patrocínio.

Com 21 anos, o brasileiro, que disputou a GP2 em 2013 e foi campeão da F3 inglesa em 2011, se orgulha de ser o piloto de teste da equipe inglesa. Ele espera que o patrocínio do banco no automobilismo seja tão "pé quente" como é em outras modalidades. O histórico mostra que o BB começou a patrocinar vôlei, futsal e handebol um ano antes de vitórias importantes para as equipes. O mesmo aconteceu com o tenista Guga.

Mesmo com o patrocínio à escuderia, o automobilismo não se tornou a modalidade que mais recebe recursos do BB - lugar ocupado pelo vôlei, com patrocínio desde 1991. A Williams também será patrocinada pela Petrobrás, que fornecerá combustíveis para a escuderia a partir de 2015.

O BB pretende ultrapassar a marca de R$ 100 milhões em patrocínios esportivos neste ano. Além de vôlei de quadra e de praia, futsal, o velejador Robert Scheidt e o piloto Felipe Nasr, o banco decidiu amparar handebol e skate, além de três jovens atletas do tênis "chancelados" pelo tenista Guga e do velejador Bruno Prada, que competirá nos Jogos do Rio. Os novos investimentos foram feitos via Lei de Incentivo ao Esporte, que garante benefício fiscal, com impacto praticamente nulo no resultado financeiro do banco.

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