BB: pendências com funcionários levaram a lucro menor

O presidente do Banco do Brasil, Francisco Lima Neto, afirmou hoje que o lucro menor da instituição em 2007 ocorreu porque o BB aproveitou o ano para resolver pendências estratégicas que devem produzir resultados positivos no longo prazo. "Seria cômodo fazer um lucro superior a R$ 6 bilhões em 2007, pois bastava não fazer as operações de ''turn over'' (aposentadoria antecipada) e da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do BB), mas teríamos uma estrutura de custo inadequada. O resultado do ano passado foi adequado para o banco e seus desafios para o futuro", afirmou Lima Neto.Ele destacou reiteradas vezes o lucro recorrente do BB, que desconta efeitos extraordinários e reflete melhor a rentabilidade das atividades da instituição. O lucro recorrente em 2007 foi de R$ 5,748 bilhões, uma alta de 56,8% sobre o de 2006. Mas o lucro contábil, que é o que interessa para efeitos de distribuição de dividendos aos acionistas, foi de R$ 5,058 bilhões, com uma queda de 16,3% ante os R$ 6,044 bilhões de 2006.De acordo com Lima Neto, o lucro contábil foi reduzido por conta de dois principais fatores: a reestruturação do plano de saúde administrado pela Cassi, que gerou uma despesa de R$ 325 milhões; e o Plano de Afastamento Antecipado para funcionários com mais de 50 de anos de idade e 15 anos de contribuição, que levou a um gasto de R$ 604 milhões.Parte dessas despesas foi compensada por receitas extraordinárias de R$ 98 milhões, principalmente relativas à venda de ações da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e da Bovespa. O executivo também lembrou que o lucro de 2006 foi mais elevado por conta de receitas extraordinárias decorrentes de ativação de crédito tributário e acordo com a Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do BB), que encerrou uma disputa judicial.Para Lima Neto, o forte crescimento do resultado recorrente demonstra claramente que o banco está perseguindo uma maior eficiência. De acordo com ele, o resultado recorrente de 2007 representa uma rentabilidade mensal de R$ 500 milhões. O vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Luiz Mendes, destacou que o retorno gerado no lucro recorrente está dentro do compromisso assumido pela instituição ao vender as suas ações.

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