Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

BB planeja ter banco de varejo nos EUA

Objetivo é aproveitar um público potencial de 1 milhão de brasileiros

Fabio Graner, O Estadao de S.Paulo

15 de agosto de 2009 | 00h00

O Banco do Brasil (BB) começou a preparar a abertura de um banco de varejo para atender à comunidade de mais de 1 milhão de brasileiros que vivem em Nova York, New Jersey, Massachusetts e Boston, nos Estados Unidos. Para tanto, o BB aguarda a autorização das autoridades americanas, o que deve ocorrer ainda nesse semestre, informou à Agência Estado o vice-presidente da área internacional e atacado do banco, Allan Toledo. Hoje, as agências do BB nos EUA (Nova York, Miami e Washington) podem apenas aceitar depósitos de empresas e de pessoas físicas não residentes. Com atuação como banco de varejo pleno, o BB passará a receber depósitos do público em geral, ampliando seu raio de ação. Os negócios do BB no mercado americano têm crescido rapidamente. Desde o início da fase aguda da crise internacional, em setembro de 2008, o banco experimentou um aumento muito significativo no volume de depósitos de pessoas jurídicas nos Estados Unidos.De cerca de US$ 400 milhões registrados em setembro do ano passado, o BB passou a contabilizar hoje depósitos de US$ 4 bilhões. Segundo Toledo, esse movimento refletiu o "flight to quality" (vôo para a qualidade) das empresas, que tinham recursos depositados em instituições americanas, mas que ficaram temerosas de mantê-los nesses bancos depois da quebra do Lehman Brothers, em setembro do ano passado."Havia uma desconfiança muito grande", disse o diretor, explicando que, como o BB estava preparado em termos de tecnologia e serviços disponíveis, os novos clientes preferiram continuar no banco, mesmo com a crise dando sinais menos contundentes. E não é apenas o público nascido no Brasil que vive nos Estados Unidos que está na mira do banco federal. Apesar de o foco do banco de varejo nos EUA ser em pessoas físicas brasileiras, Toledo explicou que o BB poderá se adaptar com o objetivo de atender a outras comunidades de países latinos e também portugueses, por conta da facilidade do idioma. Além do mercado americano, o executivo do banco brasileiro afirmou que a intenção é também ampliar a atuação nos países da América do Sul.Segundo o executivo, com o processo crescente de internacionalização das empresas brasileiras, aumenta a necessidade de o banco estar presente em outros países e aproveitar as novas oportunidades.Diante da proximidade geográfica e econômica, é natural que os vizinhos da América do Sul contem com uma maior presença do BB, por meio da abertura de mais agências.Toledo destacou, ainda, que o banco pretende ampliar os negócios em países dos continentes africano e europeu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.