BB pode financiar carros em 36 parcelas, diz Lula em reunião

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, presidente ressaltou preocupação com crise

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro, de O Estado de S. Paulo,

24 de outubro de 2008 | 13h45

O Banco do Brasil (BB) poderá passar a fazer financiamentos de aquisição de carros em 36 parcelas. A informação foi dada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva aos integrantes do comitê gestor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) que tiveram reunião com ele na manhã desta sexta-feira, 24, no Palácio do Planalto. Segundo o empresário Antoninho Marmo Trevisan, o presidente enfatizou, no encontro, a sua preocupação com os efeitos da crise financeira internacional no setor automobilístico brasileiro em conseqüência da escassez de crédito.  Veja também:   Comitê propõe a Lula freada na alta dos juros Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise  A avaliação do presidente, de acordo com Trevisan, é de que os próprios compradores de automóveis já não estão mais aderindo a planos de financiamento de veículos em 80 meses. O empresário disse que Lula mostrou preocupação "com a economia real" e com a manutenção das vendas no mercado interno.'Oxigênio da economia'Lula ainda demonstrou empenho em manter andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de acordo com Trevisan e o ex-governador do Rio Grande do Sul Germano Rigotto, também presente na reunião. "É uma questão de honra manter a nossa economia aquecida", afirmou o presidente, segundo Trevisan e Rigotto. "O crédito", disse o presidente, "é o oxigênio da economia e não faltará." Os dois são membros do comitê gestor.Trevisan contou ainda que o presidente disse que fará tudo para que a economia brasileira não sofra demasiadamente os efeitos da crise financeira internacional. Lula avaliou, de acordo com o empresário, que é seu amigo pessoal, que os efeitos da crise não seriam sentidos pela economia brasileira se não tivessem ocorrido operações de empresas com o dólar.Outro empresário participante da reunião com Lula, Paulo Godoy, da Associação Brasileira de Infra-Estrutura e Indústria de Base (Abdib), disse que sugeriu ao presidente a criação de um fundo de R$ 10 bilhões para garantir a continuidade de obras de infra-estrutura no setor privado. Esses R$ 10 bilhões viriam, segundo ele, dos fundos de pensão, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Caixa Econômica Federal. Godoy disse que Lula achou a idéia "interessante".

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