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BB precisa de incorporações para crescer, diz Mantega

Para o ministro, essa estratégia é importante para que o banco federal não perca mercado

Renata Veríssimo, da Agência Estado, Agencia Estado

13 de novembro de 2007 | 17h12

O processo de incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP) pelo Banco do Brasil (BB) terá que ser aprovado pelo Senado Federal. A informação é do ministro da Fazenda, Guido Mantega. Segundo ele, o Banco do Brasil não precisa ser o mais lucrativo, mas o seu crescimento depende de incorporação de instituições financeiras estaduais. Para o ministro, essa estratégia é importante para que o banco federal não perca mercado após a compra de outros bancos realizada nos últimos meses por bancos privados. "Se o Banco do Brasil não fizer a mesma coisa, vai ficar para trás." Segundo ele, apesar de a instituição ter obtido um lucro menor no acumulado do ano até setembro em relação ao mesmo período de 2006, o banco tem cumprido seu papel, que é o de aumentar o volume de crédito, financiar a agricultura e elevar o capital de giro para pequenas e médias empresas. O BB registrou lucro líquido consolidado de R$ 3,8 bilhões no acumulado de nove meses, ante R$ 4,796 bilhões do mesmo período do ano passado.  Mantega disse que o banco tem acompanhado o crescimento do mercado e elevou a oferta de crédito em 23% ao ano. Segundo ele, o lucro menor do BB ocorreu porque a instituição não está tão voltada para o lucro quanto os bancos privados. "O ideal é que todo o sistema financeiro tivesse lucro menor", afirmou ele após solenidade na qual o BB iniciou o processo de incorporação do Banco do Estado do Piauí (BEP).  O ministro ainda afirmou que é preciso considerar que o lucro dos bancos privados também vem da venda de ativos realizada nos últimos tempos. "Temos que descontar isso quando compararmos (com o BB). Estou satisfeito com o desempenho do Banco do Brasil", disse. Segundo ele, os acionistas do Banco estão lucrando bastante, "é só ver a valorização das ações do BB". No ano, as ações ordinárias do banco já subiram mais de 36%.  Ele confirmou que a próxima instituição a ser incorporada pelo BB é o Banco de Brasília (BRB). O ministro lembrou que já foi divulgado fato relevante do Banco do Brasil a respeito do interesse em incorporar o BRB. Ele afastou a possibilidade de um "inchamento" do banco federal pela estratégia de incorporações. "É um crescimento tão grande quanto o do setor (bancário) privado", disse.

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