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BB prorroga dívida de 93% dos pedidos de produtores

O diretor de Agronegócios, Ricardo Conceição, do Banco do Brasil, afirmou nesta quinta-feira que a instituição já prorrogou 247 mil contratos de investimento e custeio da safra 2004/05 e de 2005/06. Segundo ele, do total de pedidos apresentados pelos produtores para prorrogação, 93% já foi reprogramado, o que significa R$ 5 bilhões. "Estamos comemorando o desempenho extraordinário e a acomodação dos débitos dos agricultores. Há 90 dias, a apreensão era enorme, mas conseguimos regularizar a situação da grande maioria dos produtores", disse Conceição.Ele estima que até o dia 31 de outubro, quando vence o prazo para que os bancos concluam o processo de renegociação, o Banco do Brasil terá permitido a renegociação de mais R$ 1 bilhão. "É bom que o produtor não deixe para entregar os documentos necessário na última hora", salientou o diretor. Dos R$ 1 bilhão que ainda devem ser renegociados, R$ 250 milhões são referentes às dividas dos produtores de Mato Grosso, R$ 200 milhões do Paraná e mais R$ 100 milhões no Rio Grande do Sul e outros R$ 100 milhões de Mato Grosso do Sul. Nesse cálculo de renegociação de dívidas também estão contabilizadas as reprogramações dos débitos de CPR, que devem somar, segundo Conceição, cerca de R$ 200 milhões. Ele disse que o governo "não pode fazer excesso de benefícios, ou seja, aceitar os pedidos de prorrogação de dívidas para um longo prazo, como era do desejo dos produtores".RecursosConceição disse que a instituição vai liberar R$ 7 bilhões para os agricultores durante o mês de outubro. Desde 1º de julho, quando começou a safra 2006/07, o governo já aplicou R$ 5 bilhões para operações de custeio, investimento e comercialização. O valor liberado até agora, considera o período acumulado até 28 de setembro. Com a liberação programada para outubro, o montante na safra será de R$ 12 bilhões, que superam em 37% as liberações feitas em igual período da safra passada. Ricardo Conceição afirmou que o banco deve disponibilizar R$ 33 bilhões para os agricultores na safra atual, de um total de R$ 60 bilhões previstos pelo governo no Plano de Safra 2006/07. "Muitas propostas podem estar sendo analisadas pelos bancos, mas não há perigo de atraso no plantio", disse Conceição.Ele lembrou que os recursos estão sendo disponibilizados a juros de 8,75% ao ano. "Não há mix de juros, pois esta prática foi muito criticada no passado", afirmou. Ele disse ainda que estudos do Banco do Brasil indicam recuo de 20% nos custos de produção na safra 2006/07 e que os indicadores são de preços melhores no próximo ano. "O setor vai iniciar a retomada do crescimento a partir do ano que vem. Não acredito em queda na área plantada", afirmou.Matéria alterada às 16h43 para acréscimo de informações

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