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BB quer mais prazo para negociar com cafeicultores

O Banco do Brasil vai solicitar ao Ministério da Fazenda que prorrogue o prazo para formalização da renegociação da dívida dos produtores de café, contratada até 23 de junho do ano passado - cerca de R$ 800 milhões - para poder concluir todas as operações. O prazo para renegociação desses débitos por mais 12 anos venceu no dia 31 de maio último, mas ainda falta formalizar metade dos contratos, segundo o vice-presidente de Agronégocios do BB, Ricardo Conceição. Por isso, o BB e o setor cafeeiro pediram ao Ministério da Fazenda que o prazo para assinatura da repactuação da dívida seja prorrogado para 31 de julho próximo. A medida deverá ser examinada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), em caráter extraordinário. Ricardo Conceição disse acreditar que o atraso na formalização dos processos não deverá prejudicar os produtores, porque o Banco não irá paralisar a estruturação dos processos, ou seja, quando o CMN autorizar, tudo deverá estar pronto para ser assinado.O vice-presidente do BB para Agronegócios disse que, a partir desta quinta-feira, os produtores que quiserem pegar empréstimos para a colheita do café ou para estocagem do produto (no caso daqueles que já possuem algum produto depositado nos armazéns oficiais ou credenciados pelo BB), poderão fazê-lo. O Banco do Brasil assinou, há cerca de um mês, contrato com o Ministério da Agricultura para repassar R$ 300 milhões do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) para a safra deste ano, mas somente agora as normas ficaram prontas. "As regras para conceder os empréstimos já foram envidas às agências e, a partir desta quinta-feira, o dinheiro está disponível", afirmou. As informações de Ricardo Conceição foram dadas depois de reunião com o presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), Oswaldo Henrique Ribeiro, o diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Jaime Payne, e o assessor para assuntos agrícolas do Ministério da Fazenda, Gerardo Fontelles, na qual as dificuldades de acesso ao crédito para os cafeicultores foi tratada. Ricardo Conceição informou ainda ao presidente do CNC que as cooperativas que quiserem se candidatar a obter recursos para estocagem de café, mesmo que ainda não tenham o café estocado, poderão enviar suas propostas ao Banco. "Com esta medida queremos agilizar a liberação dos empréstimos", afirmou. Pelas regras antigas, as cooperativas primeiro repassavam recursos para a colheita, para depois repassar financiamentos para estocagem. Oswaldo Ribeiro disse que o CNC irá fazer um levantamento nos próximos dias da demanda das 50 cooperativas do setor por crédito para estocagem, e encaminhar essa lista ao BB.

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