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BB: retomada da liderança é motivo de extrema satisfação

Instituição encerrou o semestre com ativos totais de R$ 598,8 bilhões, contra R$ 596,4 bilhões do Itaú Unibanco

Vinícius Pinheiro, da Agência Estado,

13 de agosto de 2009 | 13h34

Enquanto os principais concorrentes privados procuraram atribuir pouca importância à posição de liderança entre os maiores bancos brasileiros durante a apresentação de seus resultados, o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, fez questão de comemorar a retomada da posição, perdida após a fusão entre Itaú e Unibanco, em novembro passado. "Para nós, é motivo de extrema satisfação e alegria voltar à liderança", ressaltou, durante entrevista coletiva para comentar o balanço do segundo trimestre.

 

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No início da apresentação à imprensa, o vice-presidente de finanças do BB, Ivan Monteiro, afirmou que a reconquista da liderança significa um passo à frente dado pelo banco, e chegou a representar esse gesto. A instituição encerrou o semestre com ativos totais de R$ 598,8 bilhões, contra R$ 596,4 bilhões do principal concorrente privado. A instituição registrou lucro líquido de R$ 2,348 bilhões entre os meses de abril e junho, o que representa um aumento de 42,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

"O banco retomou a posição que lhe é de direito", disse Bendine, ao lembrar que a perda "por hora" da liderança para o Itaú Unibanco meses atrás pegou a instituição de surpresa e foi motivo de tristeza. Na avaliação do presidente do BB, a instituição mostrou coragem ao realizar um movimento anticíclico em um período de crise e manter o ritmo de concessão de financiamentos, ao contrário dos concorrentes.

 

Bendine, que assumiu a presidência do BB sob forte desconfiança do mercado, que enxergou uma ingerência do governo federal na instituição, afirmou que o banco conseguiu destravar o crédito dentro da boa técnica bancária. O total de financiamentos realizados pelo BB alcançou R$ 252,5 bilhões, alta de 4,4% em relação ao primeiro trimestre deste ano, tendência inversa à apresentada por Itaú Unibanco e Bradesco, que apresentaram recuo na carteira de crédito.

 

Além de registrar uma expansão nos empréstimos, o BB fechou o segundo trimestre com indicadores de inadimplência inferiores ao sistema financeiro e aos principais concorrentes, observou o executivo. "Essa é a prova de que adotamos a estratégia correta", afirmou. Para ele, os temores do mercado de que uma política mais agressiva de concessão de crédito pudesse levar a um descontrole da inadimplência estão "completamente afastados".

 

O índice de financiamentos em atraso há mais de 90 dias no banco fecharam o segundo trimestre em 3,3%, ante 2,7% em março deste ano. Nas linhas para pessoas físicas, a inadimplência chegou a recuar ante os três primeiros meses do ano, de 5,9% para 5,7%, enquanto que a carteira de empresas apresentou alta de 2,1% para 3,2% nos atrasos.

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