BB só pensa em rever projeções se for para cima

Como tem sido comum nos últimos anos, o Banco do Brasil está em lado oposto ao dos concorrentes privados. O maior banco de varejo do País diz que a demanda por crédito está tão forte que, se a projeção oficial de alta dos empréstimos mudar, será para cima. Por ora, a previsão é de que o crédito às pessoas físicas avance de 19% a 23% e, entre as empresas, de 18% a 22%.

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2012 | 03h08

"Devemos atingir a banda de cima da projeção, mas ainda não é o caso de mudá-la", disse o vice-presidente de Negócios de Varejo do BB, Alexandre Abreu. Segundo ele, os desembolsos dispararam em maio, tanto para as pessoas físicas quanto para as empresas, e a tendência se manteve nas primeiras semanas de junho.

O total de desembolsos em maio superou os R$ 42 bilhões, o que representou alta de quase 20% ante janeiro. Segundo Abreu, nas pessoas físicas, o destaque ficou com o crédito imobiliário e o financiamento de automóveis. Nas pessoas jurídicas, as pequenas e médias empresas.

O executivo atribuiu o crescimento à queda das taxas de juros promovida pelo banco a partir de abril. "Conseguimos atrair para o mercado clientes que não tomavam dinheiro emprestado por causa das taxas." Segundo ele, são cerca de 700 mil.

Abreu afirma que dois fatores norteiam o BB em suas ações na área de crédito: ganho de participação de mercado e apoio à economia num momento de incertezas. "Como banco estatal, o BB colabora para ajudar a economia de maneira geral. É um papel que exercemos com tranquilidade.".

O BB, segundo ele, enxerga hoje uma oportunidade semelhante à do período 2008-2009, quando a crise atingiu seu ápice e o banco, em vez de se contrair, abriu as torneiras do crédito. "Vemos muito espaço para o consumo crescer", diz Abreu. / L.M.

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