BB vai abrir 83 agências em SP após compra da Nossa Caixa

Processo de integração dos pontos deve terminar em outubro de 2010; banco investirá R$ 800 mi no Estado

Leandro Modé, de O Estado de S. Paulo, e Reuters

01 de dezembro de 2009 | 11h42

O Banco do Brasil anunciou nesta terça-feira, 1, que vai abrir 83 novas agências no Estado de São Paulo até 2010, após a incorporação da Nossa Caixa oficializada nesta manhã. Em fevereiro, as agências da Nossa Caixa, comprada pelo BB em novembro de 2008, começam a ser integradas pelo BB. O processo deve terminar em outubro do ano que vem. O anúncio foi feito pelo presidente da Nossa Caixa, Demian Fiocca, que deixa o cargo nesta terça-feira com a oficialização da incorporação.

Com a incorporação definitiva do Banco Nossa Caixa, cujo CNPJ foi oficialmente extinto na última segunda-feira, o BB põe agora em prática um projeto batizado de Estratégia São Paulo. Pelo plano, o BB investirá R$ 800 milhões no Estado nos próximos cinco anos.

 

O dinheiro será distribuído, basicamente, em três frentes: renovação do parque tecnológico (envolvendo as instalações da Nossa Caixa), abertura de mais agências e melhora da infraestrutura geral do banco em São Paulo, o que inclui a contratação de mais funcionários.

"Com isso, queremos consolidar nossa posição de liderança no Estado em todos os principais indicadores da atividade bancária", afirmou o presidente do BB, Aldemir Bendine. Hoje, o banco controlado pelo governo federal lidera, por exemplo, no critério de agências: 1.334.

A primeira medida prática do Estratégia São Paulo é a contratação imediata de 1.500 funcionários. São profissionais já aprovados em concursos realizados pelo BB. O plano de incentivo à aposentadoria criado pela Nossa Caixa, segundo Bendine, é voltado para funcionários de alto escalão do banco paulista. Em geral, profissionais com vários anos de casa.

 

Estrutura organizacional

Outra mudança que passa a valer já a partir de hoje é a estrutura organizacional. O BB criou para o Estado uma espécie de diretoria-espelho da sede em Brasília. No comando, ficará Dan Conrado, carioca de 45 anos, 29 deles no banco. A ele responderão outros seis executivos.

Um deles será superintendente regional da capital. Outro cuidará de Campinas. Haverá, ainda, um para Ribeirão Preto e outro para Bauru. Além deles, o BB terá um superintendente para setor público (para lidar com prefeituras, governo estadual e Poder Judiciário) e outro executivo designado apenas para a infraestrutura.

 

São Paulo: mercado que faltava

Embora seja o maior banco do País há décadas - a liderança foi perdida por um curto período de tempo, logo após a fusão do Itaú com o Unibanco -, o BB sempre teve presença modesta em São Paulo, como reconhece Bendine. "Éramos o quarto maior em São Paulo, até porque a sede dos nossos principais concorrentes fica no Estado", disse.

Os governos Luiz Inácio Lula da Silva e José Serra acertaram, há um ano, a venda da Nossa Caixa para o BB por R$ 7,6 bilhões - incluindo o dinheiro que foi para os cofres do Tesouro estadual e o que foi pago aos acionistas da Nossa Caixa.

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