BB vai elevar empréstimos à pessoa física em R$ 79 bilhões

Banco também quer aumentar operações de financiamento para aquisição de automóveis, de olho nos 3,8 milhões de clientes que têm capacidade de se endividar e ainda não tomaram nenhum empréstimo

EDNA SIMÃO / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2011 | 06h06

O Banco do Brasil não vai tirar o pé do acelerador e decidiu elevar em R$ 79 bilhões os empréstimos à pessoa física no último trimestre do ano, quando os brasileiros se endividam mais com as compras de Natal. Dos R$ 79 bilhões, R$ 48 bilhões vão para o consignado e para o crédito direto ao consumidor (CDC), segundo a assessoria de imprensa do banco.

A instituição financeira quer ainda aumentar as operações de financiamento para aquisição de automóveis. Até junho, o estoque de crédito para essa clientela totalizava R$ 122,6 bilhões. A estratégia do BB é focar nos clientes que têm capacidade de se endividar, mas ainda não contraíram nenhuma operação com o banco.

Segundo levantamento da instituição, dos 55 milhões de clientes do BB, 13 milhões ainda têm capacidade de pegar dinheiro emprestado, mas apenas 5 milhões tomaram empréstimo. Dos 8 milhões restantes, 3,8 milhões não entraram no cheque especial ou fizeram algum tipo de empréstimo. É essa clientela que o banco quer atrair.

Segundo balanço do primeiro semestre do Banco do Brasil, a carteira de crédito total da instituição financeira era de R$ 421,3 bilhões em junho de 2011 e teve uma expansão de 20,2% em 12 meses. Somente o crédito à pessoa física alcançou R$ 122,6 bilhões em junho, o que corresponde a uma elevação de 21,2% em um ano.

Os destaques foram justamente nas linhas em que o Banco do Brasil quer ampliar suas transações. A carteira de empréstimo com desconto na folha de pagamento atingiu R$ 47,9 bilhões e o banco terminou o semestre com 32,1% de participação no mercado. Já as operações de financiamento em veículos chegaram a R$ 30,5 bilhões, uma alta de 34,1% em relação ao primeiro semestre de 2010, com 680 mil veículos financiados.

Alinhado. A expansão do crédito está em consonância com as políticas que têm sido anunciadas pelo governo federal para impedir uma desaceleração mais brusca da economia brasileira por causa dos efeitos da crise econômica mundial no País. Em 2008, as instituições públicas impulsionaram o crédito no momento em que faltava liquidez.

Recentemente, a presidente Dilma Rousseff, convocou quatro bancos públicos - Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia (Basa), Banco do Nordeste (BNB) e o próprio BB - para impulsionar as operações de microcrédito produtivo, que terá juros subsidiados até 2013. O desembolso do governo será de R$ 843 milhões no período. Dilma já afirmou que fará o possível para que a economia brasileira cresça pelo menos 4% este ano.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.