Banco do Brasil vai leiloar prédio no ES

O Banco do Brasil vai leiloar, no fim deste mês, um terreno de 11,4 mil metros quadrados na Enseada do Suá, um dos bairros mais valorizados de Vitória, capital do Espírito Santo. O lance mínimo pelo edifício, ocupado há mais de 30 anos pelo BB, é de R$ 53,5 milhões.

Murilo Rodrigues Alves, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2015 | 02h04

Com vista privilegiada para a baía de Vitória e pontos turísticos da capital capixaba, o prédio de 5,1 mil metros quadrados que fica no local estava sendo usado pelo banco como depósito para terminais de autoatendimento que foram explodidos em assaltos.

Essa utilização foi considerada inapropriada pela instituição financeira, que ocupa outro prédio na capital do Espírito Santo, onde fica a área administrativa. Antes, o imóvel abrigava os setores de distribuição de malotes e compensação de cheques, mas essas atividades foram transferidas e centralizadas em outras cidades.

No início deste ano, o BB colocou esse bem na chamada carteira de imóveis "não de uso". Segundo as regras do Banco Central (BC), depois de ser contabilizado nessa categoria, o banco tem prazo máximo de três anos para alienar o bem.

A carteira total "não de uso" do BB está avaliada em R$ 192 milhões, com 1.680 imóveis. O prédio de Vitória é um dos mais valiosos do banco, juntamente com dois terrenos que ficam na área central de Brasília. Nesse grupo também estão imóveis, automóveis e outros bens devolvidos por pessoas ao banco ou recuperados a título de garantias para cobrir empréstimos que não foram pagos. Parte desses bens, porém, não pode ser vendida porque ainda possui pendências judiciais.

Para Juarez Gustavo Soares, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Espírito Santo (Ademi-ES), o prédio está numa área privilegiada. Trata-se de uma das últimas na capital com porte para absorver grandes projetos imobiliários, tanto comerciais como residenciais. O banco se comprometeu a desocupá-lo totalmente até o fim de outubro.

Desde o ano passado, o BB está se desfazendo de parte de seu patrimônio em imóveis e espera arrecadar mais de R$ 1 bilhão com a venda até 2016. O leilão em Vitória, porém, não faz parte dessa operação, chamada tecnicamente de "desmobilização".

Mudanças. Na capital federal, a área administrativa do Banco do Brasil está sendo transferida para um conjunto de três torres, projetado pela Tishman Speyer - que tem na carteira empreendimentos como o Rockefeller Center, em Nova York - em parceria com a brasiliense Via Engenharia.

Cada torre tem 16 andares. Juntas, terão 85 mil metros quadrados e 1.866 vagas. Pelo aluguel e manutenção das torres, o banco pagará R$ 9,1 milhões.

Em São Paulo, o banco trocará de endereço na Avenida Paulista, o que abrirá a possibilidade para que venda outros prédios da capital paulista, como o da Nossa Caixa, no centro da cidade. Com as mudanças, em Brasília e em São Paulo, o Banco do Brasil vai quase dobrar suas despesas com a locação de imóveis corporativos. Os gastos vão passar dos atuais R$ 9,4 milhões para R$ 17,4 milhões até julho de 2016.

O objetivo do banco é vender, ao longo dos próximos anos, todo o patrimônio imobiliário, com exceção dos centros culturais e tecnológicos. Segundo o BB, essa é uma tendência das grandes empresas, que com o aluguel evitam despesas de manutenção e depreciação.

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