BBVA mira expansão no Brasil, China e Índia, diz jornal

O BBVA está mirando oportunidades demédio e longo prazos para expandir sua presença em mercadoscomo Brasil, China e Índia, disse o presidente do bancoespanhol em uma entrevista a um jornal. Ao Brasil, o segundo maior banco espanhol espera retornarcedo ou tarde, depois de vender uma fatia de 5 por cento noBradesco no ano passado. "É claro que o Brasil é um grande país e nós temos umaexcelente operação bancária global lá. Então, se aparecer umaoportunidade, nós vamos aproveitar", afirmou Francisco Gonzalezao El Pais. "Provavelmente vai aparecer em breve e nós vamosconsiderá-la uma oportunidade global. Se vier amanhã, seráamanhã. Se não for, então seremos pacientes, porque temos muitoa fazer, mas nós voltaremos ao Brasil." O BBVA cresceu agressivamente nos últimos anos para reduzirsua dependência do mercado doméstico, onde a expansão econômicaestá em forte desaceleração. Mais cedo neste mês, o BBVA dobrou sua participação nosétimo maior banco da China, o CITIC, para 10 por cento, eexerceu uma opção para comprar mais 5 por cento nos próximosdois anos. "Na Índia ou na China, você tem de pensar em longo prazo, enão em chegar lá e fazer dinheiro amanhã", disse. "Se a China se desenvolver adequadamente, e eu acho quevai, nós teremos uma oportunidade excelente de fazer bonsnegócios na China, mas isso será nos próximos 10 ou 15 anos." Gonzalez disse que está preparado para ampliar a presençado BBVA na Índia, onde tem atualmente apenas uma agência. "Hoje não é fácil de entrar (na Índia) devido a restriçõessobre o investimento externo, mas haverá um novo governo em2009 e talvez novas oportunidades", disse. O BBVA faz cerca de 39 por cento do seu lucro líquido naEspanha, com aproximadamente 44 por cento na América Latina eEstados Unidos, onde o banco incorporou sua mais recenteaquisição, o Compass Bancshares, no segundo semestre do anopassado. O resto vem do corporate banking. (Reportagem de Martin Roberts)

REUTERS

15 de junho de 2008 | 09h42

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