BC acha que o mercado não espera alta já dos juro nos EUA

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Augusto Candiota, disse na noite desta segunda-feira que o mercado financeiro não está trabalhando com expectativa de elevação das taxas de juros norte-americanos na reunião do Federal Reserve (Fed - o Banco Central dos EUA) nesta terça-feira. Segundo ele, o que ocorreu foi a transferência da expectativa de elevação da taxa do final deste ano para agosto. Ele garante que o Brasil está preparado para a alta dos juros nos EUA. "A curva de juros (no Brasil) já conta essas altas", disse. O diretor do BC afirmou que ao longo dos próximos meses as economias que estiverem fazendo "o seu dever de casa" e perseguirem objetivos sólidos serão "premiadas". "Independente do movimento dos juros norte-americanos, o Brasil colherá frutos disso", afirmou.Ele disse que o cronograma de captações externas do País não foi alterado por causa da política monetária dos EUA. Segundo Candiota, o nervosismo do mercado financeiro não preocupa, já que o Brasil tem tido um desempenho tranquilo na conta corrente. Ele também não se mostrou preocupado com o uso das reservas internacionais para pagar a dívida, como informou na última semana o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.Segundo ele, a expectativa era de que as reservas líquidas terminassem 2004 em US$ 20 bilhões, sendo que hoje elas já são de US$ 21 bilhões. Ou seja, houve uma antecipação do cumprimento da meta que confirmaria o acerto da estratégia adotada. De acordo com Candiota, o fluxo cambial até abril é positivo e o Banco Central continua com a estratégia de redução da dívida atrelada à taxa de câmbio. Hoje, de acordo com o diretor do BC, essa dívida está abaixo de 17% em relação ao total, o que é "expressivo" se comparado a uma fatia de quase 40% no passado.

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