André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Banco Central acredita em meta fiscal de 0,5% do PIB, diz diretor

De acordo com Aldo Mendes, instituição considera o cumprimento do ajuste nas contas públicas em suas projeções mesmo com as dificuldades

Ricardo Leopoldo, Estadão Conteúdo

18 Fevereiro 2016 | 17h53

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Aldo Mendes, afirmou que o BC crê que a meta fiscal de 0,5% do PIB para este ano será cumprida. A instituição, segundo ele, considera essa avaliação no conjunto de suas previsões macroeconômicas. "Não obstante as dificuldades que se interpõem na busca do necessário ajuste nas contas públicas, o Banco Central acredita na consecução da meta fiscal traçada para o ano e a adota como hipótese básica de trabalho em suas projeções."

Aldo Mendes participou de seminário realizado em São Paulo pelo banco Goldman Sachs. No evento, o diretor reiterou que o ajuste fiscal que o governo busca tem extrema relevância para equacionar os principais dilemas do País. "Buscar as reformas que possam moderar a evolução dos gastos dentro de nossa realidade orçamentária é sem dúvida um grande desafio com o qual se deparam os gestores da política fiscal", disse.

Mendes destacou que não basta o governo definir as propostas de ajuste, pois precisa também ser capaz de viabilizar uma articulação política para que elas sejam aceitas pelo Congresso. "E mais, faz-se necessário não só a capacidade técnica de propor as reformas, mas também a capacidade de articulação política para a sua aprovação."

O diretor do BC também disse que viabilizar o crescimento das receitas é outro desafio importante para os gestores públicos. "Preservar a arrecadação do Estado e a equidade tributária, seja entre contribuintes, seja entre esferas de poder, deve ser um objetivo permanente da política fiscal."

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