BC adia leilão do Banco do Maranhão

O diretor de Liquidações e Desestatização do Banco do Central (BC), Carlos Eduardo de Freitas, disse à Agência Estado que decidiu adiar, de 31 de outubro para 3 de dezembro deste ano, o leilão de privatização do Banco do Estado do Maranhão (BEM). A decisão foi tomada, segundo Freitas, em virtude da necessidade de realizar uma nova avaliação do banco, feita com data base de março de 2002 e não mais março do ano passado, por determinação do Tribunal de Contas da União (TCU). Outro motivo foi a decisão de retirar do valor do banco a conta única do Estado em função de questionamento legal feito pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). "Achamos que é melhor o governo do Maranhão depois fazer uma licitação para decidir quem administrará seu caixa único", disse.Ele reconheceu, entretanto, que a medida tenderá a reduzir o preço de venda do BEM, que já teve um preço mínimo calculado inicialmente em R$ 91,9 milhões. Em contrapartida, o BC sugerirá ao governo do Maranhão que mantenha as prestações de serviço, como o pagamento de folha do funcionalismo, com o banco vencedor do leilão de privatização do BEM. O Bradesco e o Itaú são as duas instituições já pré-qualificadas a tomar parte no leilão.

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