"BC adota medida de desespero para curtíssimo prazo"

O presidente do Conselho Regional de Economia de São Paulo (CRE-SP) Luiz Alberto Machado, classificou como "medida de desespero" a decisão adotada nesta segunda-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de elevar em 3 pontos porcentuais a taxa básica de juros da economia, de 18% ao ano para 21%."Acho que é uma medida de desesperada porque contraria tudo o que vinha sendo feito em termos de política econômica e contra a expectativa geral da sociedade, que esperava que a maior taxa de juros real do mundo fosse ser reduzida", diz Machado.Segundo ele, o Banco Central partiu para uma alternativa que estava completamente fora do arsenal que o BC tinha para derrubar o dólar. O presidente do CRE-SP discorda de que a elevação de juros determinada nesta segunda tenha como objetivo manter a taxa de inflação de 2003 dentro da meta."Discordo de que o BC esteja olhando a longo prazo. É uma medida para o curtíssimo prazo, que visa empurrar com a barriga e deixar para o próximo governo, seja ele quem for, a redefinição de uma política econômica de médio e longo prazo", diz o economista.Ainda segundo Machado, a medida acerta em cheio o setor produtivo, que já vinha andando de lado. "Não precisava lançar mão de uma medida como esta para conter os setor produtivo, que já não está bem", disse o economista.

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