BC ainda tem US$ 350 milhões para o câmbio neste mês

O Banco Central ainda irá colocar, no mercado de câmbio, US$ 350 milhões até o final do mês, por meio de suas intervenções diárias. Com o leilão de linha externa feito no final desta manhã, o BC completou sua 14º intervenção diária em julho, colocando no mercado, até agora, US$ 1,150 bilhão dos US$ 1,5 bilhão anunciados no início do mês pelo diretor de Política Monetária, Luiz Fernando Figueiredo. As intervenções até agora estão bem divididas. Foram feitas sete intervenções no mercado à vista, perfazendo um total de US$ 450 milhões, e outras sete intervenções por meio de oferta de linhas externas, que somaram US$ 700 milhões. Essas linhas ofertadas têm seis vencimentos distintos. A primeira recompra será feita no dia dois de agosto. A última, por enquanto, está marcada para dois de outubro. O BC têm ainda mais sete dias úteis para intervir no mercado de câmbio, antes do fechamento de julho. Ao final do mês, a Autoridade Monetária irá avaliar os resultados obtidos com a retomada da chamada "ração diária" e definirá, a partir dessa análise, a necessidade de dar continuidade, ou não, a essa política de intervenção. Além das colocações diárias, o BC já fez a rolagem de uma linha externa de US$ 100 milhões que venceu neste mês, e prometeu fazer uma nova operação do gênero por volta do dia 29, quando vencerá uma outra linha, neste caso, de cerca de US$ 200 milhões. O volume de recursos que o BC está ofertado neste mês, por meio das intervenções diretas no mercado de câmbio à vista ou dos leilões de linhas externas, é 36,3% superior ao total gasto em junho, nas mesmas operações. No mês passado foram gastos US$ 1,1 bilhão das reservas internacionais com intervenções. Desse total, US$ 345 milhões foram usados em vendas diretas para acalmar o mercado. Os outros US$ 755 milhões foram ofertados por meio de linhas externas que são utilizadas para suprir a demanda de bancos e empresas que têm compromissos no exterior.

Agencia Estado,

22 de julho de 2002 | 16h39

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