Joshua Roberts/Reuters
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BC americano destaca piora da economia no Brasil

Documento que justifica a decisão do órgão de elevar a taxa de juros nos EUA traz o País como destaque negativo na comparação com outros emergentes

Danielle Chaves, Altamiro Silva Junior, correspondente, O Estado de S.Paulo

06 de janeiro de 2016 | 18h36

NOVA YORK - O Brasil voltou a ser mencionado como destaque negativo na ata da reunião de política monetária dos dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Enquanto algumas economias emergentes e países desenvolvidos tiveram certa melhora da atividade no terceiro trimestre de 2015, o Brasil seguiu em contração, destaca o documento de 24 páginas divulgado nesta quarta-feira, 6.

O texto menciona que o México e o Canadá mostraram recuperação a partir de julho, além de vários outros países emergentes, depois de uma primeira metade de 2015 com números decepcionantes. A economia canadense chegou a entrar em recessão, por conta da queda dos preços do petróleo, mas a atividade ganhou força a partir de meados do ano. O Japão também ganhou um pouco de ritmo, enquanto o crescimento da zona do euro mostrou uma moderação, segundo a ata do Fed.

Mesmo com a China, os dirigentes do Fed mostram menor preocupação. "Os indicadores recentes da atividade econômica na China estavam relativamente favoráveis", afirma o documento, que se refere à reunião de 15 e 16 de dezembro, quando o Fed elevou os juros americanos para a faixa entre 0,25% a 0,50% ao ano, a primeira elevação em quase dez anos.

Na reunião de setembro do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que reúne os 17 dirigentes do Fed, um dos motivos para a não elevação dos juros foram as preocupações com a China. 

Elevação gradual. O documento também mostrou que a decisão de subir os juros foi apertada, pois muitos dos dirigentes tiveram dificuldades em tomá-la por causa de preocupações com a inflação nos EUA, que está bem abaixo da meta do banco central.

A ata revela que os dirigentes do Fed quiseram evitar parecer comprometidos com a trajetória futura das taxas de juros, o que reforça a visão de que as elevações previstas para este ano deverão ser graduais.

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