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BC americano reduz juro em mais 10 distritos

A mesma decisão já havia sido anunciada para os distritos de Nova York e San Francisco na manhã desta sexta-feira

Agência Estado,

17 de agosto de 2007 | 17h59

A diretoria do Federal Reserve (banco central dos Estados Unidos) aprovou a redução da taxa de redesconto de 6,25% para 5,75% pelos Federal Reserve Banks de Boston, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, Minneapolis, Kansas City e Dallas, com efeito imediato, e a mesma redução pelo Fed de St. Louis, a partir de 20 de agosto. A mesma decisão já havia sido anunciada para os distritos de Nova York e San Francisco na manhã desta sexta-feira.   Veja também: Dólar tem a maior queda em 15 meses; Bovespa sobe Perda de alguns fundos não é o fim do mundo, diz Mantega Em movimento surpresa, Fed reduz taxa de redesconto a 5,75% Crise já respinga na economia real Bolsa de Tóquio cai 11% em uma semana 'Por enquanto', Brasil está seguro diante da crise, diz Lula Brasil sairá da crise como escolhido para investimentos, diz Mantega Fechamento dos mercados nesta quinta-feira  Em quase um mês, empresas brasileiras perderam US$ 209,7 bi O sobe de desce do dólar Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA       Como parte das ações dramáticas adotadas durante a manhã para conter a crise no mercado financeiro, o Fed manteve uma teleconferência com grandes bancos para estimulá-los a considerar o uso dos recursos disponíveis na janela de redesconto do banco central, informa The Wall Street Journal. A taxa de redesconto, superior ao juro cobrado nos empréstimos overnight interbancário, costuma ser vista como "punitiva" para instituições que não conseguem se financiar de outra forma.  Após informar esta manhã que o Fed estava reduzindo a taxa de redesconto, dirigentes do banco central se esforçaram para tornar a mudança mais eficaz, pedindo à Clearing House, que representa grandes bancos, a realização de uma teleconferência com importantes participantes do mercado para discutir as mudanças. O vice-presidente do Fed, Donald Kohn, e o presidente do Fed de Nova York, Timothy Geithner, participaram da teleconferência. A principal mensagem foi de que o Fed veria o uso da janela de redesconto como um sinal de força, não de fraqueza.  Os bancos tradicionalmente relutam em tomar empréstimos da janela de redesconto, uma vez que isto é freqüentemente visto como sinal de fraqueza. O Fed tentou reduzir este estigma nos últimos anos, mas os empréstimos pela taxa de redesconto ainda continuam minúsculos. A reunião da manhã desta sexta-feira tinha o objetivo de erradicar este estigma.   As autoridades do Fed sabem que a redução na taxa de redesconto só será efetiva se os bancos usarem o recurso, ou sua disponibilidade, para expandirem seus próprios empréstimos para contrapartes de alta qualidade, tais como clientes de hipotecas de primeira linha.

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