BC anuncia mudança no compulsório e libera R$ 23,2 bilhões

Com novas medidas, Banco Central quer fornecer liquidez ao mercado em meio à crise financeira mundial

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

08 Outubro 2008 | 18h19

O Banco Central anunciou nesta quarta-feira, 8, a flexibilização do recolhimento de depósitos compulsórios, o que deve promover uma injeção de recursos no mercado de R$ 23,2 bilhões. Depósito compulsório é a parcela de recursos que os bancos recolhem diariamente ao BC. Em situações de crédito escasso, como o atual, o BC reduz esta parcela, o que aumenta o dinheiro disponível para que os bancos emprestem.   Veja também: Confira as medidas já anunciadas pelo BC contra a crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Ajuda de BCs mostra que crise é mais grave, diz economista Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise Entenda o pacote anticrise que passou no Senado dos EUA  A cronologia da crise financeira  Veja como a crise econômica já afetou o Brasil  Entenda a crise nos EUA    A primeira medida aumenta de R$ 300 milhões para R$ 700 milhões a dedução prevista para o recolhimento compulsório de depósitos a prazo feito por meio de títulos públicos (aplicações). A medida injeta a partir do dia 13 de outubro R$ 6,3 bilhões na economia.   A segunda medida reduz de 8% para 5% o recolhimento adicional de compulsórios sobre os depósitos à vista e a prazo feitos em espécie remunerados pela taxa básica de juros (Selic). A medida vai injetar a partir do dia 10 R$ 16,9 bilhões. O objetivo, segundo o Banco Central, é prover liquidez ao sistema financeiro. O BC informa ainda que não foi alterado o recolhimento compulsório adicional da poupança, que continua em 10%.   No dia 1º de outubro, o BC havia decidido que os bancos que adquirissem carteiras de crédito de outras instituições teriam redução do depósito compulsório. A medida libera até R$ 23,5 bilhões para o mercado. O economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, informou nesta quarta, à Agência Estado que as informações que a entidade dispõe são de que os bancos privados já estão adquirindo carteiras de crédito de outros bancos para ter parte do compulsório liberado.      

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