BC anuncia novas medidas; dólar despenca

O diretor de Política Monetária do Banco Central, Luiz Fernando Figueiredo, anunciou a redução, de 60% para 30% do patrimônio líquido dos bancos, do limite máximo de exposição cambial líquida das instituições financeiras. O BC também decidiu elevar de 75% para 100% a exigência de capital sobre a exposição líquida em câmbio dos bancos.O diretor explicou que as instituições financeiras terão até o próximo dia 16 para se enquadrarem a estas regras. Logo após o anúncio das medidas, a cotação do dólar despencava 3,76%, para R$ 3,84, e seguia em queda. Luiz Fernando Figueiredo anunciou também um aumento de 5% das alíquotas dos depósitos compulsórios à vista, a prazo e de poupança. Segundo Figueiredo, o aumento ocorre na alíquota adicional que já havia sido introduzida pelo BC há cerca de dois meses. No caso de depósitos à vista, a alíquota adicional passa de 3% para 8%, o que trará uma redução de liquidez de R$ 2,3 bilhões. No caso de depósitos a prazo, a alíquota adicional também sobe de 3% para 8%, o que gera uma redução de liquidez de R$ 6,4 bilhões. Por fim, no caso da poupança, a alíquota adicional de compulsório sobe de 5% para 10%, reduzindo a liquidez em R$ 5,5 bilhões. No total, o BC calcula que a redução de liquidez será de R$ 14,2 bilhões. As novas alíquotas entram em vigor no dia 21 deste mês. A partir deste dia, então, a alíquota do depósito compulsório à vista será de 53%; sobre depósito a prazo, de 23%; e sobre poupança, de 30%. Segundo Figueiredo, estas medidas foram tomadas tendo em vista a "continuada volatilidade no nosso ambiente".Luiz Fernando Figueiredo reafirmou que o BC continua comprometido com a sua missão no campo de suas atribuições. Ele disse que quanto mais se acalmarem as expectativas, menor será o custo para a sociedade reverter a crise. Figueiredo também explicou que estava anunciando medidas em função da "continuada volatilidade no nosso ambiente".

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