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BC aponta queda nas taxas de juros e aumento do crédito

Pesquisa do Banco Central aponta queda nas taxas de juros. Nos empréstimos com recursos livres, a taxa média apresentou em novembro, ante outubro, uma queda de 1 ponto percentual, atingindo 47,1% ao ano. A queda mais forte foi verificada na taxa de juros do crédito para pessoa física, que caiu de 61,7% em outubro para 60,4% ao ano em novembro.De acordo com o chefe do Departamento Econômico (Depec) do Banco Central, Altamir Lopes, este é o patamar mais baixo desde julho de 1994, quando se inicia a série histórica do BC. Segundo ele, com a tendência de queda na taxa de juros básica (Selic), o crédito para pessoas físicas deve continuar tendo redução de custos e batendo novos recordes ao longo do próximo ano. A única modalidade de crédito à pessoa física que teve aumento de juros foi o cheque especial, cuja taxa final foi de 149,2% ao ano em novembro, ante 148,6% em outubro. Segundo Altamir, o movimento foi apenas "um ponto fora da curva", provocado por uma instituição que teve aumento de taxas. Ele explicou que em dezembro a taxa do cheque especial está caindo e já alcançou a taxa de 147% ao ano.Pessoa jurídicaOs empréstimos para pessoa jurídica tiveram sua taxa média reduzida de 33,4% para 32,4% ao ano. A queda na taxa de juros não foi acompanhada de uma redução na mesma magnitude do spread bancário - diferença entre as taxas de captação e os juros cobrados nos empréstimos. Em novembro, esta taxa foi de 29,3% ao ano, ante 29,8% em outubro.Volume de créditoO BC também apontou que o volume total de crédito do sistema financeiro atingiu a marca de R$ 589,758 bilhões em novembro, com um crescimento de 2,4% ante outubro e de 18% no acumulado do ano. Desse total, R$ 394,315 bilhões foram de empréstimos com recursos livres, enquanto R$ 195,443 bilhões de recursos direcionados. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o saldo total de crédito atingiu 30,5%, ante 30,1% em outubro. Em novembro de 2004, o saldo dos empréstimos era de 26,9% do PIB.A proporção do crédito em relação ao PIB em novembro foi a maior desde fevereiro de 1995, informou Altamir Lopes. Altamir destacou no movimento do crédito em novembro o crescimento das operações com Pessoa Jurídica com recursos do mercado interno, cuja expansão foi de 3,6%, atingindo R$160,369 milhões. "É um crescimento muito forte, que vai além da sazonalidade", afirmou Altamir, explicando que o movimento em modalidades como capital de giro e aquisição de bens sinalizam que está em curso um reaquecimento da economia.

Agencia Estado,

21 de dezembro de 2005 | 12h23

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